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Como vai ficar o governo sob o comando de Daniel Pereira

Vice-governador garante que "se depender dele, servidores de carreira serão promovidos"

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O vice-governador Daniel Pereira (PSB) vem desconversando sobre uma possível candidatura ao cargo de governador em 2018. Confúcio Moura (MDB) que já confirmou ser pré-candidato ao Senado, deve deixar o governo no início de abril em função do prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral e ao assumir o comando do Estado, ficará a critério de Pereira a formação de uma equipe.

Em conversa com PAINEL POLÍTICO, nesta sexta-feira, Daniel Pereira declarou que não é candidato (ainda), e pretende apoiar Maurão de Carvalho. Daniel não adiantou nomes de sua futura equipe, mas deixou claro que ela será composta preferencialmente por servidores de carreira, “não sou candidato à nada, portanto não preciso agradar nenhum partido. Vou dar preferência aos servidores de carreira. Não faz sentido impor alguém que não é da área apenas por uma questão política”, esclareceu.

E a candidatura ao governo?

Daniel Pereira reafirmou que “não é candidato”, pois tem compromisso com Maurão “de quem gosta muito” e amizade com Acir Gurgacz, “que tenho dívida de gratidão”. Ambos já anunciaram as intenções de disputar o governo e Daniel afirma “não querer criar um mal estar”.

Porém, nos bastidores a conversa não é bem essa. Daniel Pereira está no foco das atenções e com a decisão de Confúcio em concorrer ao Senado, a pressão aumenta naturalmente. Ele pode (e vai continuar) negando até junho, quando ocorrem as convenções. Se até lá ele perceber “ventos favoráveis”, certamente será candidato a governo.

Também mais ou menos nessa época, ele já deverá estar com uma equipe montada, tanto para dar continuidade a administração, quanto para a campanha.

A principal diferença entre Daniel Pereira e Confúcio Moura é que Daniel tem controle sobre a gestão, ao contrário de Moura, que escalou assessores para tomarem decisões, algumas bem desastrosas.

E Confúcio consegue ser candidato?

O governador responde a ações no Superior Tribunal de Justiça e acusações de improbidade administrativa, tanto da época em que foi prefeito de Ariquemes quanto no governo do Estado. Está em fase de inquérito a Operação Platéias, que lhe rendeu uma condução coercitiva no final de 2014, mas dificilmente ele deva ser condenado até o prazo para registro de candidatura.

Teoricamente não há nada que o impeça de ser candidato ao Senado, a não ser que surjam fatos novos que lhe causem prejuízos irreparáveis.

E Raupp, como fica?

É praticamente impossível o MDB eleger dois senadores e um governador no mesmo pleito, ainda mais agora em 2018 quando grande parte do eleitorado quer mudança e nomes novos. Por mais que Raupp tente convencer a si mesmo e a população de que “partiu dele o convite para que Confúcio disputasse o Senado”, qualquer um que acompanha o cotidiano político do Estado sabe que é bem o contrário. O senador preferia não ter que disputar essa vaga com Confúcio Moura. Raupp vem avaliando seriamente a possibilidade de recuar e disputar uma vaga na Câmara Federal. O MDB gosta dessa idéia e alguns acreditam que seria a melhor opção, tanto para Raupp quanto para os demais candidatos à federal pelo partido, vez que acreditam em uma grande votação.

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