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Confúcio completa 100 dias com segundo mandato cassado pelo TRE

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Governador pode ter mandato cassado pela segunda vez nas próximas semanas

Confúcio Moura completa nesta sexta-feira 100 dias de seu segundo mandato, mas não tem muito o que comemorar. Ainda em dezembro de 2014, logo após as eleições foi conduzido a Superintendência da Polícia Federal onde ficou detido por cerca de 10 horas para prestar esclarecimentos sobre uma série de denúncias de corrupção em seu governo, descobertas durante as investigações da Operação Termópilas (2011), primeiro ano de seu primeiro mandato.

Constrangido, Confúcio até hoje evita falar no assunto, se resignando a responder apenas que “a justiça vai decidir”. As acusações envolvem, além do próprio governador, seu cunhado, Francisco de Assis, suas irmãs e uma série de assessores e ex-assessores do seu governo.

Mas foi em 5 de março que as coisas realmente complicaram. Em julgamento no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, o mandato de Confúcio foi cassado por abuso de poder econômico e político. Durante a convenção de seu partido, houve farta distribuição de comida a todos os presentes, cerca de 1500 pessoas, incluindo crianças e pessoas que passavam no local. Por 4 votos a 3 os juízes decidiram pela perda de mandato. Na última quinta-feira, 09, Confúcio conseguiu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma liminar para permanecer no cargo até que o mérito da ação seja julgado.

Porém, nos próximos dias o TRE deve julgar uma outra ação, que tem entre outras denúncias, o mesmo objeto, ou seja, a distribuição de comida no dia da convenção. A denúncia foi feita pelo Ministério Público Eleitoral que também pede a cassação do mandato de Confúcio e seu vice, Daniel Pereira.

Ao mesmo tempo, Confúcio tem que lidar com a insatisfação crescente dos deputados estaduais, que não estão sendo atendidos por assessores do governo em questões básicas. Até a escolha do líder do governo na Casa foi conturbada e até hoje não está muito claro se o deputado Luizinho Goebel é ou não o titular dessa função. Na Casa Civil, a permanência do secretário Emerson Castro também desagrada, assim como o que os deputados chamam de “coronelização do governo”, já que pelo menos três secretários de Estado são coronéis da Polícia Militar aposentados.

O governo também está engessado devido a instabilidade política criada pela cassação. De fato, Confúcio está longe de ter algo para comemorar em seu governo.

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