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Confúcio Moura, o neologista da cooperação – Francisco Xavier

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A prioridade prometida em campanha, no setor da educação, pelo então candidato Confúcio Moura, a cada dia, evidencia sinais de que, na verdade, o “governo da cooperação” caminha exatamente no sentido contrário.
Não! Não se trata de questionar o fato de o secretário de educação ser do ramo hoteleiro. O que devemos refletir são os descasos institucionais, a falta de zelo do governo pelo patrimônio que não pertence ao PMDB apenas. O patrimônio do estado de Rondônia pertence a todos que habitam esse estado. Cabe ao governo zelar, respeitar, honrar o suor do contribuinte. E isto não se verifica em muitos casos, mas aqui vamos tratar apenas de alguns, até mesmo por falta de tempo e de espaço para registrar todos os desmandos do governo da cooperação.

As contradições do governo que prometeu priorizar a educação são tantas que daria para fazer um livro. No início do ano passado, só para lembrar de uma grande lambança, Confúcio reuniu, em um luxuoso hotel do interior de Rondônia, todos os diretores de escolas, sob o pretexto de discutir a qualidade da educação. A maior prova de que a qualidade da educação não era a pauta do encontro está na contratação do palestrante. Quem foi que disse que o colunista da revista Veja, para assuntos econômicos, Cláudio de Moura Castro entende de educação? O colunista da Veja nunca entrou numa escola pública para dar aula.

Somente Confúcio acredita que uma pessoa que nunca trabalhou numa escola pública entenda do assunto. Deve ser por isso que nunca nomeou um professor para ser secretário da educação. Mas seu governo deveria publicar os valores recebidos pela empresa ligada ao colunista da Veja. Não dá para entender por que o governo da cooperação tentou pregar que o colunista veio fazer palestra de graça. Deveria assumir que houve uma “cooperação” na vinda do “educador” Cláudio de Moura Castro. Querer fazer as pessoas acreditarem que o colunista de luxo da Veja veio a Rondônia fazer filantropia educacional é brincar com a inteligência das pessoas. E não se trata da primeira vez que este governo faz isso. Esse mesmo governo trouxe para Rondônia, a peso de ouro, Mangabeira Unger, o aloprado do governo Lula. Quem lembra das lambanças que Mangabeira fez no governo de Lula sabe bem quem é a figura.

Durante muito tempo, o aloprado Mangabeira Unger foi, na prática, quem deu as cartas na educação em Rondônia. Mangabeira entende de educação a mesma coisa que entendo de gerenciar hotel, a mesma coisa que a “Bailarina da Praça” entende de mecânica de avião. Em Rondônia, Mangabeira só conhece os corredores do Palácio do Governo e os corredores do hotel onde ficava e onde nunca pagou um centavo. Tudo pago pelo contribuinte de Rondônia. Isso é cooperação? Não convém citar o nome do hotel para não magoar autoridades do governo da cooperação.
Não dá para entender essas coisas. Até hoje não se verificou, na prática, qual foi o resultado de reunir todos os diretores de escola para ouvir Cláudio de Moura Castro falar. Todos os recursos empregados inutilmente naquele encontro poderiam ser usados para estruturar algumas escolas da rede pública nas quais não há as mínimas condições de funcionar.

Apenas para citar um exemplo, são centenas, a escola Bernardo Guimarães, em Cacoal, carece de uma quadra para que alunos e professores possam desenvolver as atividades de Educação Física. Naquela escola os alunos e professores ficam expostos a todos os tipos de intempéries durante o ano todo. A estrutura que existe de quadra foi construída ainda no governo de Jorge Teixeira, pois ele tinha respeito pela educação. No governo de Teixeirão a “cooperação” não tinha espaço.

O governo de Confúcio fez um convenio para cobrir a quadra da escola Bernardo Guimarães. Ninguém sabe por que não foi feito o convênio para construir a quadra. Imaginem uma cobertura nova em uma quadra feita mais de 30 anos atrás. Cheia de crateras. Coisas da “cooperação”… A obra da cobertura seria feita em 90 dias, mas há quase um mês está parada e os alunos continuam expostos ao tempo. Como a escola trabalha com o ensino fundamental, precisamos torcer para que nenhuma criança morra ao cair em um dos muitos buracos deixados pela empresa no pátio da escola. Os buracos são enormes e representam um grande perigo para as crianças que brincam no pátio. Isso é priorizar a educação? A seriedade era a filosofia do coronel Jorge Teixeira e de seu governo. Mas não dá para cobrar seriedade do governo da cooperação. O governo atual pode dar frutas, frutas cítricas; mas nunca dará frutos…

Depois que Confúcio Moura deixar o cargo algumas coisas terão mudado, algumas palavras e expressões ganharão novas conotações… “Cooperação”, “priorizar”, “governo” e outras tantas passarão a ser sinônimos de malandragem, descaso, desgoverno, enganação e por aí vai. Pasquale Cipro neto vai odiar… Tenho dito!

FRANCISCO XAVIER GOMES
Professor da Rede Estadual

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