Quartelada

Alguns próceres peemedebistas rondonienses estão agastados com a forma pela qual o governador Confúcio Moura escolhe os auxiliares do primeiro escalão, sem ouvir opiniões dos militantes do partido. Embora o governador não necessite consultar ninguém para nomear os seus auxiliares, a indicação de vários coronéis para as funções de secretário tem incomodado os peemedebistas, especialmente nas pastas do DER e SEDAM.

Futuro

Os críticos da nomeação dos oficiais da PM sustentam que elas (nomeações) desfalcam a tropa que necessita dos seus oficiais para ajudar a combater a violência que graça em Rondônia. Lembram também que cada um que assume as funções civis leva consigo outros militares como assessores, o que provoca ainda mais defasagem na tropa. Confúcio Moura, ex-sargentão, tem ignorado as críticas dos correligionários e aumentado o número de milicos na assessoria, mas em 2018, caso queira disputar uma vaga senatorial, terá que recrutar os militantes do PMDB para voltar a vencer.

Brancaleone

Sem a caneta governamental de nomeações é possível que Confúcio Moura fique sem a tropa dos militantes do PMDB em 2018, caso decida continuar fazendo ouvidos de moucos às críticas dos próceres do partido. Na campanha de reeleição, a união do partido foi preponderante para a vitória de Confúcio Moura.

Alagações

Um vídeo postado nas redes sociais com o prefeito da capital Mauro Nazif discursando que não houve nenhum ponto de alagação decorrente da tromba d’água que caiu sobre Porto Velho no final de semana, para uma plateia formada quase toda de assessores, provocou protestos e muitas mensagens de indignação. Das duas uma: ou o alcaide está de gozação com os munícipes ou endoidou de vez, visto que a alagação ocorreu na periferia e nas áreas centrais de cidade. Ou nas duas juntas…

Contraponto

Enquanto a deputada federal Mariana Carvalho (PSDB) optou por não abrir o bico em relação aos problemas da capital para não contrariar a atual administração de Mauro Nazif (PSB), apesar de um suposto favoritismo para sucedê-lo, o deputado estadual Léo Moraes (PTB), possivelmente aspirante ao cargo, optou por fazer o contraponto ao prefeito Mauro Nazif e tem feitos críticas acerbas à gestão municipal. Dois jovens políticos que trilham caminhos diferentes visando o mesmo destino.

Néscios

Muita polêmica em vão sobre o tema da redação do Enem sobre a violência sofrida pela mulher. A lei existe, a violência idem e o tema está perfeitamente adequado à realidade contemporânea. Ademais, na hora de corrigir, os avaliadores vão verificar se os inscritos ao concurso sabem escrever: possuem coerência de raciocínio e domínio mínimo da língua. Quanto às críticas de cunho dogmático lançadas por dois parlamentares da bancada evangélica, num país mais alfabetizado, sequer virariam notícia de pé de página. Polemizar com eles, é perder tempo com néscios.

Enem

Embora o exame do ENEM não deva nivelar por baixo, citações do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, autor da famosa obra “Assim falava Zaratustra”, entre outras, para alunos oriundos do ensino público, para o bem ou para o mal, são exigências além do que eles podem dar. Este cabeça chata verificou algumas provas e concluiu que o ENEM não está fácil. Pena que nossos alunos públicos não contem com o mesmo ensino do nível das escolas privadas. Houvesse simetria entre ambos, a desigualmente cultural diminuiria.

Arquivo

A Justiça Federal em Brasília mandou arquivar inquérito contra o advogado Luiz Fernando Pacheco, acusado de desacato, calúnia, injúria, difamação e ameaça, pelo ministro aposentado Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal. Para a juíza Célia Ody Bernardes, da 10ª Vara Criminal Federal, “inexistiu o propósito de ofender a honra ou reputação” do ministro nas críticas declaradas pelo advogado durante uma sessão da corte, no ano passado. O causídico foi retirado por seguranças à força do plenário do STF, por ordem do ministro Barbosa.

OAB

As eleições para OAB-RO têm mobilizado alguns segmentos alheios à instituição, além dos advogados aptos a votar. O curioso é que estes segmentos miram apenas a candidatura de Andrey Cavalcante. Há quem diga que são movimentos gestados em subterrâneo palaciano. Sendo verdade, qual a razão? Mistério!!!!!!

Lucidez

A propósito da coluna passada em que abordamos o uso público de uma praça que suscitou a ira religiosa e conservadora do deputado federal Marcos Rogério (PDT), recebi um e-mail do suplente de senador Tomás Correia que merece ser reproduzido nesta coluna pela lucidez e coerência com que aborda os fatos.

“Caro Robson,

Li o seu comentário sobre o protesto do Deputado Marcos Rogério sobre a utilização da Praça da Bíblia, em Ji-Paraná, pelo movimento LGBT. Realmente a praça é pública, de uso comum, portanto, de livre acesso a todos, independentemente de suas opções sexuais. Ademais, a Praça da Bíblia é o local para celebrar a solidariedade, a caridade, a compreensão e, sobretudo, o amor ao próximo, maior mandamento do livro sagrado. A intolerância e a discriminação são absolutamente incompatíveis com o mais comezinho sentimento cristão. Não me parece lógico pretender jogar pedra no movimento LGBT, muito ainda atirá-lo à fogueira pelo fato de terem os seus integrantes uma opção sexual diferente da defendida pelo ilustre parlamentar que, ao que parece, ergue a mão para jogar a primeira pedra em sua Madalena.” Tomás Correia.

Transposição

Recebi também correspondência do ex-vereador Celso Cruz sobre os entraves burocráticos que estão impedindo a celeridade do processo da transposição dos servidores rondonienses que merece ser reproduzida na coluna. Segue:

“Caro jornalista,
Tenho contatado com a Dra. Neleide constantemente e relatando-lhe algumas observações:
a) Até o momento foram divulgadas 27 atas totalizando 4660 servidores, dos quais 2300 deferidos(aptos) à transposição. Obs. Pela primeira vez estão acumuladas 3 atas sem divulgação: a 28ª,29ª e 30ª, e não há motivo que justifique haja vista que já houve julgamentos em um dia e publicações destas um dia após o julgamento feito pela Comissão dos Serv. do ex-território de RO (CEEXT-RO);
b) Dos 2300 deferidos, até o momento foram publicadas suas portarias de enquadramento pela SAMP(antiga DAMF) apenas 227 servidores (10%), números tirados das 4 portarias publicadas, que segundo a presidente da Comissão Dra. Neleide, garante que há eficiência na sua Comissão pois já foram publicadas essas 4 portarias. Vejam: 4660 processos analisados num montante de 20.000, significa que faltam ainda mais de 15 mil a serem analisados e julgados. Sabemos ainda que só serão verdadeiramente transpostos aqueles que cuja portarias foram publicadas. Sabem quantos servidores são publicadas por mês? Resposta: 100 publicações por mês, 50 na primeira quinzena e 50 na segunda quinzena do D.O.U. Concluo que, como os processos estão todos em armários misturados com datas de admissões variadas e que só serão deferidos os até Março de 1987, constata-se que 15 mil processos que faltam a serem analisados e a transposição só é consumada com portarias publicadas(100/mês) levaria 150 meses (aprox. 12 anos e meio) para a realização dos sonhos da transposição, que penso ser pouco tempo para os servidores que fazem jus a este direito, que em média tem 60 anos de idade. Para completar, encaminho os e-mails (os mais recentes) que encaminhei para Dra. Neleide relatando tal preocupação;
c) que àqueles que por motivos de não estarem de acordo com os enquadramentos feitos, ingressaram com recursos administrativos na própria CEEXT-RO e que não há previsão do resultado destas análises, pois, segundo a presidente, estão assoberbados de trabalhos e que ainda não implantou esta equipe para analisar os recursos. Ou seja: falta sincronia entre as equipes de análise e julgamento, encaminhamento de A.R’s, publicação/enquadramento. Por quê a SAMP não requisita mais servidores para agilizar a implantação desses enquadramentos?
Peço que haja providência por parte de nossas autoridades para que haja celeridade na CEEXT-RO, nas análises dos requerimentos bem como dos recursos administrativos dos servidores e da mesma forma na SAMP, que faz os enquadramentos para posterior encaminhamento à folha de pagamento. Diante do exposto, do jeito que está é que não pode ficar, sob pena de aumentar a ânsia e inquietação dos servidores, que sabemos que são transtornos psicológicos e outros distúrbios que provocam doenças e até a morte (SIC). Att. Celso Cruz. Engenheiro, serv. público. Rondônia.”

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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