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Conheça 10 erros comuns que as pessoas cometem ao beber vinho

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O vinho é uma bebida fascinante. Mas é apenas uma bebida. Não precisamos estudar muito pra desfrutá-la. Precisamos apenas beber. E, se possível, com um pouquinho de atenção. Ou seja, degustar. Bebemos muito pouco vinho no Brasil, há pouca tradição, e a imagem do vinho se tornou algo complicado e elitista. Não caia nessa.

Umas poucas dicas podem ajudar a evitar erros, descomplicar e lhe dar mais prazer quando você bebe um vinho. Aqui vai um passo a passo, desde a escolha da garrafa até o que fazer com as sobras.

1 – Quanto mais caro melhor
A ilusão do valor das coisas está entranhada em nossa mente criada no capitalismo. Não racionalizamos leis de oferta e procura, valor de marca, marketing, etc., seja para comprar um jeans ou uma garrafa de vinho. Mais caro deve ser melhor, acreditamos. Estudos provam que, nas degustações, o vinho divulgado como o mais caro leva melhores notas, mesmo que a informação seja falsa. Por isso degustações sérias são feitas às cegas. Nem sempre um vinho de R$ 300 é cinco vezes melhor do que um de R$ 60. Assim como um que custa R$ 5 mil dificilmente é dez vezes melhor do que um de R$ 500.

2 – Ih! Tem tampa de rosca…
O preconceito contra a tampa de rosca já foi maior. Há quem reclame da falta de glamour. Mas, na prática, a tampa de rosca pode ser a melhor opção para vinhos brancos, pensados para serem bebidos jovens. Mercados como Nova Zelândia, Austrália e mesmo Espanha e Portugal apostam nisso faz tempo. Nunca desista de comprar um vinho somente porque ele usa este tipo de vedação. Melhor a rosca que uma rolha estragada.

3 – Rolha partida? Puxe, não empurre.
O sempre frustrante momento em que descobrimos que o saca-rolhas trouxe apenas um pedaço da rolha para fora! Justo quando o vinho em questão é aquele tão bem guardado e tão aguardado. O impulso básico é empurrar o resto para dentro e ver o que dá, mas… Melhor tentar com calma, delicadeza e paciência retirar a parte restante pelos meios disponíveis. No limite, se algum pedaço de farelo de rolha cair no vinho, use um coador de papel e repasse o conteúdo em um decanter. Acredite: jogando a rolha dentro da garrafa, suas chances de ter um vinho polvilhado por partículas é maior.

4 – “Decanter em tudo! É chic”.
Nem todo vinho precisa ser aberto com muita antecedência. A prática de abrir a garrafa meia hora antes tampouco faz muita diferença. Dizemos que o vinho precisa respirar quando os aromas estão muito tímidos e contidos. O ideal nesses casos é passar o líquido para um decanter ou mesmo uma jarra e girar vigorosamente para que entre em contato com o oxigênio e permita uma liberação dos elementos mais voláteis. Se for degustar com calma, o mais interessante é constatar esta transformação no próprio copo. Sentir que um vinho fechado vai se abrindo aos poucos com apenas algumas giradas e goles. E que o restinho no fundo do copo traz aromas muito interessantes e inexistentes no início.

5 – Vamos abrir um vinho, preparo o arsenal
Tudo o que você precisa é de um bom saca-rolhas e boas taças. O resto é supérfluo. O problema é saber o que é um bom saca-rolhas. Há centenas de modelos. O modelo tradicional de sommelier, aquele que abre como um canivete, usado por 9 entre 10 restaurantes, resolve a maior parte dos problemas sem precisar ler manual ou ter pós-graduação em física quântica. Mas o modelo de pinças laterais é perfeito para rolhas antigas e com risco de ruptura. É difícil de achar, mas vale a procura se você bebe vinhos mais antigos.

Claro que um decanter de cristal com design arrojado pode ser bacana. Mas com uma jarra de vidro com boca larga faz-se o mesmo trabalho. Os aeradores andam na moda. Mas não passam de um equipamento que acelera o trabalho do decanter.
Mais úteis são as rolhas vedadoras. Uma muito popular é VacuVin, que ajuda a manter o vinho por mais tempo em boas condições na geladeira, pois conta com um acessório que suga parte do ar da garrafa. Seus detratores sentem uma alteração no aroma e no sabor do vinho porque é feita de borracha.

6 – Servir em taça molhada? Não.
Um resto de água na taça não mata ninguém, mas dilui o vinho. Pode deixar gosto de cloro. Ou, pior ainda, daquele detergente cujo resíduo não sai no enxágue. Seque sempre os recipientes com pano limpo seco.

7 – Taça cheia, vinho quente
Poderia dizer simplesmente que encher uma taça de vinho até a boca é falta de educação, porém os problemas ao adotar esse mau hábito são outros e bem práticos. Quando giramos a taça de vinho, não o fazemos por afetação, apenas para liberar os aromas. Um copo cheio até a boca não nos permite realizar este movimento sem que o líquido seja derramado. Outro fator é a temperatura. O vinho esquenta mais rapidamente na taça do que na garrafa. Vinho branco, principalmente, deve ser servido em taças menores exatamente por conta disso.

8 – E gelo no copo, pode?
Bom senso, ah, o bom senso! Já houve polêmica em jornais de gastronomia e redes sociais sobre o assunto. Os mais conservadores nunca aceitariam colocar uma pedra de gelo num copo de vinho. Mas hoje até marca prestigiosa de champanhe faz seu marketing com base nesta prática. Certos vinhos, escolhidos a dedo em ocasiões especiais, devem ser bebidos com a concentração de um monge. Mas o que dizer de um vinho simples, numa situação prosaica? Uma pedra de gelo vai estragá-lo? Vai diluí-lo, é claro. Um prato salgado ou ácido demais, um vegetal adstringente (aspargos, rúcula, espinafre, por exemplo, “metalizam”o palato), podem constituir um atentado mais grave. Não se usa gelo na sangria? Pois então. O vinho é seu. Beba como quiser. Contudo, o melhor é manter a garrafa na temperatura correta.

9 – Vinho, pra mim, só tinto
O onívoro constrói o gosto. Um paladar infantilizado significa perda de prazeres e nutrientes. Uma criança que só come bife e batata frita deixa para trás um mundo de sabores e conhecimentos. Um ser humano adulto normalmente ultrapassou certas barreiras, mas é surpreendente a quantidade de pessoas que não come cebola! Muitos também só bebem vinho tinto. Bem. Cada momento ou prato pede um vinho diferente. Privar-se do frescor e da acidez de um branco jovem num dia de verão e preteri-lo por um tinto pesado é uma decisão no mínimo estranha. Brancos, rosados e tintos têm suas características e qualidades distintas e devem ser apreciados com a liberdade necessária.

10 – Sobrou vinho. Jogo fora?
O vinho pode ser guardado bem tampado na geladeira por um ou dois dias. Alguns nos surpreendem, ainda em ótimo estado, uma semana depois. O que acontece depende da quantidade de vinho na garrafa. Basicamente, o contato com o oxigênio inicia o processo de oxidação: quanto mais ar, mais rápida a oxidação. Quanto mais tempo, mais a ação se completa. Aquela garrafa com dois dedos de vinho que você esqueceu na geladeira há seis meses não está mais em condições ideais. Porém, não se joga vinho fora. Reserve uma garrafa e vá misturando os restos de outras que passaram do ponto. Use no lugar do vinagre nas saladas. É mais leve e mais saudável.

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