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Conheça o Bodyweight, exercício baseado no peso corporal

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Acrobacias aéreas, movimentos em barras e exercícios de força. Poderíamos estar falando da rotina de um ginasta ou artista circense, mas esses são apenas alguns dos elementos que compõem os treinos de Mahamudra ou de Calistenia. E o que essas duas modalidades têm em comum? Elas se baseiam na técnica conhecida como bodyweight, ou seja, aquela em que se utiliza o próprio peso corporal como ferramenta no exercício.

“É um treinamento que tem a ação da gravidade como fator de resistência, portanto não utiliza máquinas ou pesos livres. A base é o peso do corpo”, define o preparador físico Allan Faria, da Fênix Escola de Condicionamento e Performance.

Apesar de não ser uma técnica nova, o bodyweight vem caindo cada vez mais no gosto popular, principalmente daqueles que buscam superar desafios e praticar atividades físicas ao ar livre. É o caso, por exemplo, da musa fitness Gabriela Pugliesi e do namorado Erasmo Viana, além do ex-bbb Jonas Sulzbach. E é claro que essa “febre” em torno da saúde e da boa forma não ficaria muito tempo longe das academias, que já encontram maneiras de adaptar a técnica ao ambiente indoor.

“Essa técnica caiu no gosto de um nicho de pessoas que necessitavam de um treino desafiador, sem as complicações de ajustes de máquinas, e em local aberto, como praças e parques. Esses grupos ganharam as praias, praças, bosques e ruas. Diante desse boom, o mercado de academias rapidamente reconheceu tal prática como uma oportunidade de conquistar clientes”, afirma Allan Faria.

Enquanto a Mahamudra alia yoga, crossfit, artes marciais e ginástica artística e se posiciona como um método de desenvolvimento humano e um estilo de vida, a Calistenia é um conjunto de exercícios realizados em barras de ferro, cujo objetivo é “promover saúde e aptidão física em pessoas não consideradas atletas”, como define o site oficial da atividade no Brasil. O aspecto desafiador, a praticidade e o fato de poderem ser realizadas tanto por pessoas sedentárias quanto por atletas altamente condicionados são alguns dos responsáveis pela crescente popularidade dessas modalidades.

Allan Faria explica, no entanto, que o treino deve ser sempre adaptado ao nível de condicionamento de cada indivíduo. “Para os iniciantes são recomendados exercícios como pranchas, flexões de braços e abdominais. Já para os praticantes do nível intermediário são elaboradas combinações de dois ou três exercícios, como agachamentos alternados com flexões de braços e saltos verticais. Para os que chegaram ao nível avançado de treinamento e que apresentam velocidade, agilidade e força explosiva, são recomendados exercícios como bandeira humana e agachamento profundo unilateral”. aponta.

E os resultados? Segundo o preparador físico, já é possível notar mudanças em poucas semanas, já que a fácil transição de um exercício para o outro reduz o tempo de recuperação muscular e, consequentemente, contribui para um alto gasto calórico. Mas a boa forma e o ganho de disposição não são os únicos benefícios dessa prática. “O domínio corporal durante a execução dos exercícios é uma conquista altamente incentivadora aos praticantes, elevando autoestima e autoconhecimento”, finaliza Allan.

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