Corpo de fisioterapeuta é encontrado carbonizado em fazenda; ele investigava morte do pai

O corpo do fisioterapeuta Jaime Brito Junior foi encontrado carbonizado no dia 19 de setembro em uma fazenda na zona rural da localidade de Japu, em Ilhéus, sul da Bahia. A polícia civil investiga o crime e pedirá ainda nesta segunda-feira (25) a prisão de um homem suspeito do crime.

Segundo a delegada que investiga o caso, Andréia Oliveira, o suspeito, que já trabalhou com Jaime na fazenda, foi a última pessoa vista com ele no dia 17, dois dias antes de o corpo ser encontrado.

O corpo do fisioterapeuta foi localizado por um funcionário da fazenda em um quarto que também foi incendiado. De acordo com a polícia, o fisioterapeuta estava em processo de negociação para compra da fazenda.

A princípio, o incêndio no local aparentava ter sido acidental, mas a perícia da Polícia Civil detectou graves fraturas no crânio de Jaime. A vítima estava há algum tempo investigando a morte do pai, que foi assassinado.

A delegada Andréa Oliveira, do Núcleo de Homicídios de Ilhéus, informou que há fraturas na área frontal e no maxilar do fisioterapeuta. A polícia descobriu que um parente dele fez uma visita suspeita ao apartamento de Júnior no centro de Itabuna. Jaime não estava no apartamento no momento.

Para a polícia, existem fortes indícios de que o assassino do fisioterapeuta era familiar à vítima. O edifício onde fica o apartamento pertence à família da vítima. A polícia ouvirá parentes e vizinhos dele no edifício Vila Rica.

Crimes em família

Em 1993, a avó do fisioterapeuta, D. Nelita, foi morta a mando dos filhos João Batista e Luzia Ferraz, crime que chocou Itapetinga e levou os dois acusados a serem condenados em Juri Popular, em 2004, a 17 anos e meio e 18 anos de reclusão.

Contra Maria Luzia, segundo a polícia, pesa ainda a suspeita de ter mandado matar o marido Jaime Brito (pai Jaime Junior), proprietário do JG Hotel em Itabuna.

Outro crime com envolvimento da família, que chocou Itapetinga, foi a morte do pecuarista e ex-vereador Alfredinho Ferraz (Ratinho), que foi brutalmente assassinado em sua fazenda, por capangas contratados por parentes.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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