Cremero alerta municípios para investimentos nas salas de emergência

A constatação foi feita depois de um operação de fiscalização realizada por uma equipe do Cremero que percorreu durante quatro dias, dezesseis unidades hospitalares de oito cidades.

A constatação foi feita depois de um operação de fiscalização realizada por uma equipe do Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero) que percorreu durante quatro dias, dezesseis unidades hospitalares de oito cidades, a maioria do Cone Sul do estado. Foram mais de dezoito horas de visitas a postos, hospitais e unidades básicas e mistas de saúde em um percurso de mais de 900 quilômetros.

As fiscalizações, ocorridas no período de 27 a 30 de setembro, integraram o cronograma de fiscalizações planejadas pelo Departamento de Fiscalização do Conselho. “Esta é uma ação de rotina do Cremero. O nosso cronograma não é divulgado por motivos de segurança e para que consigamos averiguar a real situação das unidades” destacou o presidente do Cremero, Dr. Cleiton Bach.

Durante as fiscalizações foram verificados que alguns municípios contam com estruturas hospitalares subutilizados e com leitos ociosos. Outro grave problema encontrado foi a falta de equipamentos. “A maior parte dos municípios não conta sequer com equipamentos mínimos para salvar vidas em caso de emergência. A maioria dos locais visitados não possuem cardioversor ou desfibrilador e quando há, não funcionam” destaca Bach.

No decorrer de uma fiscalização uma mulher deu entrada na unidade hospitalar apresentando o quadro de parada cardíaca. “Tivemos a oportunidade de, junto com a médica de plantão, auxiliar na reanimação da paciente sem o cardioversor, que não funcionava. Infelizmente ela veio a falecer. Talvez estivesse viva hoje se o equipamento funcionasse na sala da emergência” relatou o presidente.

Para o coordenador do Departamento de Fiscalização do Cremero, Dr. Leonardo Moreira Pinto, as unidades precisam, de uma forma geral, investir na questão estrutural das salas de emergência. “A sala vermelha deve estar devidamente equipada e com medicamentos. Notamos também que sua maioria, os municípios devem investir nas ambulâncias de UTI para garantir um bom atendimento. Estas ambulâncias realizam o transporte para os grandes centros e ventiladores pulmonares e monitores cardíacos são essenciais” destacou.

Mas não são somente estes os equipamentos que fazem falta nas unidades. A equipe constatou que o eletrocardiógrafo, equipamento que realiza o exame de eletrocardiograma, de extrema importância para o diagnóstico de inúmeros problemas cardíacos, está presente em menos unidades ainda.

“Sabemos que o recurso disponível ao SUS é insuficiente para cumprir tudo o que a constituição determina, principalmente, porque o pacto federativo é injusto, deixando quase todo o ônus aos municípios. Mas se houvesse um planejamento, evitando desperdícios em estruturas e equipamentos desnecessários, se poderia, nos pequenos municípios, oferecer a chance da pessoa que apresenta um quadro grave, chegar com vida nos grandes centros” ressaltou o presidente do Conselho.

Para ele, muitas vidas seriam salvas se os pequenos municípios conseguissem, além de manter a escala nas diversas especialidades médicas, profissionais bem preparados para que em uma emergência, estabilizassem os pacientes e os encaminhassem com segurança a outras unidades. “Algo importante também para diminuir o problema seria a aprovação da carreira Médica de Estado, nacional. Assim, a União assumiria seu papel e pagaria e treinaria os profissionais, enquanto os pequenos municípios se preocupariam em manter suas salas de emergência estruturadas” finalizou Cleiton Bach.

A equipe visitou as unidades nas cidades de Ministro Andreazza, Chupinguaia, Vilhena, Colorado do Oeste, Cabixi, Cerejeiras, Corumbiara e Pimenteiras do Oeste.

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