“Crise não tem a dimensão que  dizem alguns”, discursa Dilma

A presidente Dilma Rousseff aproveitou as comemorações do Dia Internacional da Mulher, neste domingo (8), para fazer seu primeiro pronunciamento em rede nacional de 2015, no qual procurou tranquilizar a população em relação à crise econômica que o País atravessa atualmente e defender as medidas adotadas pelo governo para combatê-la.

Criticando veículos de imprensa que, segundo Dilma, são responsáveis mais por confundir do que esclarecer a população em relação ao tema, a presidente afirmou que “a crise não tem nem de longe a dimensão do que dizem alguns”.

“Passamos por um problema conjuntural, mas nossos fundamentos continuam sólidos. Nosso povo está protegido naquilo que é mais importante: a capazidade de produzir, de ter sua renda e de proteger sua família. Não comprometeremos as conquisas do povo.”

A presidente justificou as atuais medidas aplicadas pelo governo para conter o momento de abalo pelo fato de o País viver atualmente a segunda etapa da crise econômica mundial, citando, inclusive, a seca históricaa pela qual o Brasil passa, especialmente no Sudeste e no Nordeste, que agrava os problemas por aumentar “temporariamente os custos da energia e o preço dos alimentos”.

“Peço a paciência e a compreensão de todos porque a situação é passageira. O Brasil tem todas as condições de vencer esses problemas temporários. Peço que nos unamos e que confiem na condução dos problemas pelo governo, pelo Congresso e por todas as forças do País, que incluem você. Como sempre, estamos fazendo de tudo para proteger as classes trabalhadoras, as classes médias e as populações mais vulneráveis.”

Afirmando que o País continuará “cumprindo de forma inabalável” seus compromissos, Dilma lembrou que a crise de 2008, ecoante até hoje, afetou severamente as economias dos EUA, Japão, Europa e até da China, ressaltando que o “Brasil foi o que melhor reagiu a ela em um primeiro momento” e que agora “implanta as bases para dar um novo salto em seu desenvolvimento”.

“Pela primeira vez na história o Brasil, ao enfrentar uma crise internacional, não sofreu queda cambial. Pelo contrário, nós preservamos e aumentamos os empregos e os salários. E, se conseguimos essas vitórias antes, temos tudo para conseguir novas vitórias agora.”

O pronunciamento, de 15 minutos e marcado por vaias críticas à presidente ao longo de toda a sua duração em bairros nobres de cidades como São Paulo, foi encerrado com Dilma prevendo para o segundo semestre as primeiras reações da economia brasileira.

“O que tenho de mais importante a garantir é que o esforço fiscal é apenas uma travessia para um tempo melhor; que não vamos trair nosso compromisso com trabalhadores e com a classe média; que não estamos tomando medidas para voltarmos a ser iguais ao que já fomos, mas muito melhores; e que, enquanto durarem as medidas, o País não para, continua trabalhando, investindo e melhorando, mantendo e melhorando nossos programas, entregando grandes obras, ampliando rodovias, portos e aeroportos”, concluiu Dilma. “Todo este esforço tem de ser visto como mais um tijolo no processo de construção do novo Brasil.”

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