Cunha quer votar impeachment de Dilma no domingo; comissão abre sessão

A intenção é estimular a presença de manifestantes no gramado do Congresso Nacional para pressionar os deputados a votarem pelo afastamento da petista

O deputado Rogério Rosso (PSD-DF) abriu, na manhã desta terça-feira (22/3), mais uma reunião da comissão especial encarregada de analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em princípio, Rosso, que é presidente do colegiado, deve manter a ordem de oradores dos debates iniciados na segunda (21).

Durante a reunião de ontem, houve divergências entre deputados da oposição e governistas em relação à inclusão da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) na denúncia original contra Dilma aceita pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em dezembro de 2015.

A denúncia original é relativa às chamadas pedaladas fiscais, que seriam infrações à lei orçamentária. Já a delação de Delcídio refere-se às denúncias sobre corrupção na Petrobras investigadas no âmbito da Operação Lava Jato.

Em conversa com a imprensa antes de a reunião começar, o relator da comissão, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), disse que não vai incluir a delação em seu relatório.

Sessão domingo
Em outra frente, Eduardo Cunha tenta acelerar a tramitação do processo de impeachment. Alinhado com os partidos de oposição, Cunha vem discutindo a possibilidade de fazer a sessão de votação do impeachment em plenário num domingo. A intenção é estimular a presença de manifestantes no gramado do Congresso Nacional para pressionar os deputados a votarem pelo afastamento da petista.

“É para o povo poder participar”, resumiu um aliado do peemedebista. Oficialmente, Cunha diz que ainda não escolheu a data da votação e que ela depende de uma série de fatores para ser definida. Se não houver judicialização, a expectativa é que o processo de impeachment vá ao plenário em meados de abril.

Outro ponto em discussão é a votação no plenário em si. Como se trata de chamada nominal, os parlamentares votarão de maneira aberta, ou seja, dirão sim ou não ao afastamento da petista no microfone. Cunha já externou a líderes partidários que pode iniciar a chamada pelos deputados de Estados do Sul, onde há maior adesão ao impeachment, e finalizar com os parlamentares do Norte.

A oposição pretende lançar nas dependências da Casa um “placar do impeachment”, com o acompanhamento cotidiano do posicionamento de cada parlamentar. Também foi acordado que haverá “coordenadores do impeachment” por Estado e por bancada, além de deputados escalados para rebater as ações dos governistas. Com informações da Agência Câmara e da Agência Estado

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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