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Defesa de Garotinho entra com habeas corpus no TSE contra prisão preventiva

Pedido foi protocolado nesta terça-feira (5).

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A defesa do ex-governador Anthony Garotinho protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (5), um habeas corpus com pedido de liminar para cancelar a prisão preventiva em Bangu. O ex-governador foi preso junto com sua mulher Rosinha Garotinho no dia 22 de novembro em uma ação da Polícia Federal que investiga crimes eleitorais.

Segundo o TSE, Garotinho recorre da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que negou pedido para anular a prisão. A mulher dele, Rosinha Garotinho, deixou a prisão na quinta-feira (30) e cumpre medida cautelar, sendo monitorada por tornozeleira eletrônica.

O Ministério Público Eleitoral (MPE), acusa o ex-governador de chefiar organização criminosa de intimidação e extorsão de empresários, com o objetivo de obter recursos de empresas contratadas pela prefeitura de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

A denúncia do MP foi fundamentada na delação premiada de Ricardo Saud, ex-executivo da empresa JBS, no âmbito da Operação Lava Jato.

No habeas corpus, a defesa de Anthony Garotinho afirma que, tanto ele quanto Rosinha, “foram governadores do Rio de Janeiro, e renunciaram ao direito de aposentadoria vitalícia. Ambos sustentam uma família que já soma nove filhos, sendo cinco deles adotados, e sete netos”.

A defesa argumenta ainda que a manutenção da prisão também inviabiliza o exercício do programa de rádio comandado por Garotinho, que está em vias de ser cancelado. “Isso porque a família está avisada que o programa será cancelado na próxima segunda-feira”, diz a defesa.

Ao solicitar a soltura do ex-governador, os advogados também requerem como opção, “caso seja necessário, a adoção de medidas cautelares alternativas diversas da prisão, tais como comparecimento em juízo semanalmente, proibições de acesso ao que o juízo entender conveniente, a não comunicação com quem entender de direito ou outras a seu critério”, afirma o documento.

Fonte: g1

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