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Delcídio sustentava Cerveró na Petrobrás, revela delator

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O lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, afirmou em sua delação premiada que a manutenção do engenheiro Nestor Cerveró na Diretoria Internacional da Petrobrás era sustentada pelo senador Delcídio Amaral (PT/MS) – preso na quarta-feira, 25, sob suspeita de tentar barrar as investigações da Operação Lava Jato. Baiano, supostamente ligado ao PMDB, é acusado de ser um dos operadores de propina no esquema de corrupção instalado na estatal petrolífera entre 2004 e 2014.

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República – termo de colaboração 7 -, em 9 de setembro deste ano, o lobista citou o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula) como parte das negociações para a indicação de Cerveró ao cargo. Segundo Fernando Baiano, ele e o ex-diretor tinham uma ‘relação de amizade’.

“De acordo com informação repassada ao depoente pelo próprio Nestor Cerveró, ele foi nomeado para a Diretoria Internacional da Petrobrás, em 2003, por indicação de Delcídio Amaral. Pelo que depoente sabe, a indicação e nomeação de Nestor Cerveró foram tratadas com o então ministro da Casa Civil José Dirceu. Na época se dizia que todas as nomeações de diretores da Petrobrás passavam pela Casa Civil da Presidência da República”, afirmou.

O delator declarou que Nestor Cerveró ligou para ele e contou sobre a indicação para a diretoria Internacional. “Pelo que o depoente sabia, a permanência de Nestor Cerveró no cargo era sustentada por Delcídio do Amaral”, disse.

Fernando Baiano disse ao Ministério Público Federal que ‘tomou conhecimento de um repasse periódico’ de valores da Diretoria Internacional da Petrobrás para o senador. Segundo o lobista, a Diretoria Internacional não tinha obras ou contratos constantes, realizava apenas negócios pontuais.

Leia a reportagem completa de Fausto Macedo no Estadão

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