Delegada é condenada a 16 anos de prisão por acusar inocentes em Brasília

Ela conduziu a primeira fase da investigação do caso da 113 Sul

Depois do desfecho na ação de improbidade administrativa, saiu nesta semana a sentença contra a delegada Martha Vargas, que participou da primeira fase da investigação do caso da 113 Sul e foi acusada de manipular a apuração para responsabilizar pessoas inocentes.

A policial civil foi condenada a duas penas: 16 anos de prisão e 28 dias, em regime fechado, por falsidade ideológica e tortura, e um ano e nove meses, em regime aberto, por fraude processual e violação de sigilo.

Ela foi absolvida da acusação de denunciação caluniosa. O agente José Augusto Alves foi condenado a três anos, um mês e 10 dias pelo crime de tortura.

Os dois atuaram na apuração sobre o assassinato do ex-ministro do TSE José Guilherme Vilela, da mulher dele, Maria Vilela, e da empregada da casa, Francisca Nascimento da Silva, em 2009.

A decisão é da Sexta Vara Criminal de Brasília.

Entenda o caso

No dia 31 de agosto de 2009, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela, a mulher dele, Maria Carvalho Mendes Villela, e a empregada Francisca Nascimento da Silva foram encontrados mortos no apartamento do casal, na 113 Sul.

De acordo com a perícia da época, as vítimas teriam morrido três dias antes após levarem 78 facadas. A investigação foi conturbada. Martha Vargas acabou afastada devido às acusações de prejudicar as investigações. Assim, o caso passou para as mãos da delegada Mabel Farias, da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida).

Após mais de um ano de investigações e diversas reviravoltas, Leonardo Campos Alves, ex-porteiro do prédio onde o casal morava; Paulo Cardoso Santana, sobrinho de Leonardo; e Francisco Mairlon Barros Aguiar foram presos pelo triplo assassinato. Em 2012, um júri popular condenou a 55 anos de prisão os assassinos confessos do casal: Francisco Mairlon e Leonardo Campos.

Entretanto, o crime ainda não teve um desfecho completo. Segundo Campos, a mandante dos assassinatos teria sido a filha do casal. De acordo com o MPDFT, a mulher recebia uma mesada de R$ 8 mil por mês e tinha constantes brigas com a mãe por pedir mais auxílio financeiro. A suspeita chegou a ficar 19 dias detidas, mas foi solta e responde às acusações até hoje em liberdade. (Com informações do TJDFT).

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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