Delegada representou novo ministro da justiça por obstrução da justiça

Uma das signatárias da representação contra o novo ministro da Justiça, Eugenio Aragão, em 2005 por supostamente tentar obstruir as investigações sobre o mensalão no exterior foi a delegada da Polícia Federal Erika Marena, que hoje integra a força-tarefa da Lava-Jato.

Ela assinou a queixa contra o então procurador da República juntamente com o delgado Luís Flávio Zampronha, que investigou o mensalão.

Os dois acusaram o novo ministro de Dilma Rousseff de agir em concluiu com o DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos) do Ministério da Justiça para criar obstáculos no acesso da PF a documentos sobre movimentação de contas de Duda Mendonça fora do país.

O caso foi levado ao Conselho Nacional do Ministério Público, mas foi arquivado.

Novo ministro

Nome recorrente entre as hostes petistas para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o vice-procurador-geral eleitoral Eugênio Aragão foi escolhido nesta segunda-feira o novo ministro da Justiça. Ele substituirá Wellington César Lima e Silva, que deixou o cargo depois de o STF decidir que ele, como integrante do Ministério Público, não poderia acumular um cargo no Poder Executivo. Aragão também é dos quadros do MP, mas entrou na carreira antes de 1988, o que o livra da mesma restrição imposta ao antecessor.

A escolha de Eugênio Aragão é estratégica para o Palácio do Planalto porque o novo ministro, aliado do procurador-geral da República Rodrigo Janot, conhece como poucos detalhes da Operação Lava Jato e meandros da investigação, que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre as irregularidades na campanha que levou a presidente Dilma Rousseff à reeleição. Logo após a petista ter sido conduzida para mais um mandato no Palácio do Planalto, Aragão recorreu ao TSE em nome do Ministério Público para retirar o ministro Gilmar Mendes da relatoria das contas de campanha da presidente.

Na Lava Jato, também coube a Eugênio Aragão encaminhar parecer ao TSE afirmando não ver “qualquer irregularidade” no compartilhamento de provas reunidas no escândalo do petrolão para embasar as ações contra a presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer na Justiça Eleitoral. Em seu parecer, o vice-procurador contrariou a tese da defesa da presidente, que argumentou não terem sido preenchidos requisitos necessários à admissão das provas da Lava Jato como “provas emprestadas” às ações na Justiça Eleitoral. Dilma havia solicitado a não utilização das provas depois de o juiz federal Sergio Moro ter encaminhado ao TSE cópias de denúncias e sentenças da Operação Lava Jato.

Santo Daime

O novo ministro da Justiça, Eugenio Aragão, pode trazer uma visão mais espiritual para a pasta, depois das confusões das últimas semanas: o procurador da República é adepto da União do Vegetal, religião que usa o chá do santo daime em suas celebrações.

As informações são da revista Veja e coluna Radar

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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