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Delegado acusado de ter estuprado mulher na Central de Polícia é demitido em RO

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Marcos Barp também teve uma passagem conturbada pela polícia de Rondônia

O delegado de Polícia Civil de Rondônia Marcos Barp de Almeida foi exonerado do cargo no último dia 1º. Ele respondia a um Processo Administrativo Disciplinar pela acusação de ter assediado e mantido relações sexuais com uma mulher na Central de Polícia de Porto Velho, em 28 de outubro de 2014.

De acordo com  o boletim de ocorrências 8198/2014, uma mulher de 24 anos, que havia sido conduzida a Central de Polícia, acusada de participar de um furto a um motel, narrou que foi estuprada pelo delegado plantonista durante seu interrogatório e que o mesmo iria “aliviar” para o lado dela se a mesma mantivesse relações com ele. O caso foi revelado por PAINEL POLÍTICO na época.

Após a publicação, o delegado Marcos Barp enviou nota afirmando,faço questão que os fatos sejam apurados, o que já está sendo feito, e não tenho a menor dúvida de que a verdade aparecerá e que essas mulheres irresponsáveis e criminosas respondam pelo dano que vem causando à minha pessoa e também à Instituição Polícia Civil, órgão que luta pela sociedade de forma imparcial“. O delegado ainda declarou, “uma das supostas vítimas estava descrita como testemunha e foi apurado por mim que sabia da origem ilícita dos bens que negociava, pois para quem não sabe as duas supostas vítimas fazem parte do grupo de pessoas que teria furtado diversos bens de um estabelecimento comercial e que foram presas pela Polícia Militar em um excelente trabalho“.

A Polícia Civil, em nota, chegou a defender o delegado, “faz-se imperativo esclarecer que, após a famigerada denúncia, as supostas vítimas Sarolinda S.M., 25 anos e Mayara K.M., 24 anos, em novo depoimento prestado na DEAM, assistidas de seus respectivos advogados, confessaram que fantasiaram a estória da violência sexual, como forma de represália ao delegado pelo fato de este não ter aderido às propostas de vantagens sexuais que elas lhe ofereceram em troca de favorecimento diante da Ocorrência Policial de receptação que pesava sobre as mesmas“.

Abaixo, o decreto de exoneração:

Decreto de exoneração do delegado Marcos Barp de Almeida
Decreto de exoneração do delegado Marcos Barp de Almeida

Entenda o caso

De acordo com o boletim de ocorrências 8198/2014, uma mulher de 24 anos, que havia sido conduzida a Central de Polícia, acusada de participar de um furto a um motel, narra que foi estuprada pelo delegado plantonista durante seu interrogatório e que o mesmo iria “aliviar” para o lado dela se a mesma mantivesse relações com ele.

A mulher narra que “permaneceu sozinha com o delegado, ocasião em que o mesmo a chamou de ‘gostosa’, abrindo sua braguilha e colocando o pênis para fora pronunciando as seguintes palavras, ‘você tem a boca muito gostosa’, perguntando ainda se a vítima fazia programas”. Ela respondeu que sim, e cobrava R$ 200 para isso e teria recebido como resposta, “mas para delegado é de graça né?”. Ele então teria mandado ela chuipar seu pênis, e ela disse que “não, quero apenas sair daqui”. Em seguida ela alega ter diso ao delegado que havia sido machucada pelos policiais militares que a tinham conduzido e a pretexto de ver as lesões, o delegado a teria levado ao banheiro da Central de Polícia e pediu que a mesma tirasse a roupa. Ele então teria passado a molesta-la, fazendo carícias em sua bunda e vagina, ocasião em que a mesma começou a chorar. O delegado então teria mandado ela calar a boca, “senão ele ia perder o tesão” e que era para ela “aliviar seu lado que ele aliviaria o dela”. Na sequência ele teria penetrado a vagina da moça e ejaculou no vaso sanitário.

Após o ato consumado, o delegado afirmou que “iria ajuda-la”. Ela afirma que não sabe o nome do delegado, mas que ele era “branco, alto forte e estava de boné preto”.

Uma outra mulher, de 24 anos, que também havia sido conduzida a delegacia na condição de testemunha, também registrou no mesmo boletim ocorrência contra o delegado plantonista. Ela afirma que “no momento em que estava sendo ouvida como testemunha na ocorrência 8191/2014, pelo delegado plantonista, o mesmo passou a corteja-la com as seguintes palavras, “você tem peitos bonitos”, “tem boca gostosa”, “esse piercing na boca deve fazer coisas gostosas, hein”, “voce tem coragem de me chupar”, “você foi casada?”, “já chupou teu marido?”, “estou de pau duro”; que a vítima afirma ainda que o delegado apalpou seus seios”. Ela também não soube informar o nome do delegado, mas o descreveu como branco, alto, forte, estava de camiseta e boné preto e calça jeans clara”.

Delegado foi afastado em 2011 por bebedeira

Em agosto de 2011 o delegado acusado era lotado em Guajará-mirim e envolveu-se em uma confusão que culminou com seu afastamento. De acordo com o boletim registrado na época, assim narrava a situação do recém empossado delegado, “quando a Guarnição chegou ao local deparou-se com um cidadão dormindo ao volante do veículo, os policiais então tentaram acordar o condutor, mas este logo tentou ligar o veículo e na tentativa de sair em fuga estancou o carro. Neste momento os policiais militares pediram para que o suspeito desligasse e saísse do interior do automóvel, o que ele não fez, causando suspeita de perigo aos PMs, tento em vista que o homem já havia empunhado uma arma de fogo, uma pistola de cor prata. Diante disso os policiais sacaram a arma, pediram que o homem largasse a pistola e se identificasse. Ele não se identificou, disse que não largaria a arma e que se os policiais militares quisessem atirar que atirassem, pois ele não tinha medo de morrer e era muito homem.

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