Delegado encontra rastreador em sua viatura, e polícia apura elo com disputa por propina

Câmeras de segurança revelaram que dois policiais civis lotados em outra unidade especializada, a Delegacia do Consumidor (Decon), foram os responsáveis pela instalação.

O delegado titular da Delegacia Fazendária (Delfaz) e ex-chefe de Polícia Civil, Gilberto da Cruz Ribeiro, descobriu, no início de fevereiro, que um GPS havia sido colocado na viatura descaracterizada que usa para se deslocar até o trabalho. No mesmo dia, Ribeiro abriu um inquérito para descobrir quem havia instalado o equipamento no veículo. Câmeras de segurança revelaram que dois policiais civis lotados em outra unidade especializada, a Delegacia do Consumidor (Decon), foram os responsáveis pela instalação. Após a descoberta, os dois agentes foram transferidos da unidade, assim como o então delegado titular da Decon, Marcio da Cunha Braga.

O caso está sendo investigado, atualmente, pela Corregedoria da Polícia Civil. Umas das linhas de investigação apura se o caso têm relação com uma disputa entre policiais de delegacias especializadas por propinas de comerciantes.

Ribeiro foi alertado por um porteiro sobre a colocação de um objeto em seu veículo. O que chamou a atenção do homem foi a atitude dos policiais, que também estavam numa viatura descaracterizada. Eles passaram, de carro, duas vezes pelo veículo do delegado. Na terceira, um dos homens deitou embaixo do carro. O porteiro pensou que o objeto fosse uma bomba e alertou o delegado, que foi a um mecânico, levantou o carro e encontrou, no local, o rastreador. Ribeiro havia voltado de férias no dia anterior.

As imagens das câmeras de segurança do local revelaram que o carro utilizado pelos policiais era outra viatura da Polícia Civil. A investigação constatou, entretanto, que uma letra da placa havia sido trocada.

Procurado, o ex-titular da Decon, Marcio Braga, agora lotado na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), não quis comentar o caso. O delegado Ricardo Barboza de Souza assumiu a unidade. Já o chefe de Polícia, Carlos Leba, se limitou a dizer que “o caso está com a Corregedoria”.

Fonte: Extra.globo

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