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Deputadas representam Feliciano no MP e pedem investigação mais apurada

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Parlamentares do PT entregaram representação contra deputado ao MP visando a intensificar investigações de denúncia feita por militante do PSC

Deputadas do Partido dos Trabalhadores entregaram à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal uma representação contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), nesta segunda-feira (8). O documento reúne denúncias da militante do Partido Social Cristão (PSC) que o acusa de tentativa de estupro, assédio sexual e agressão.

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O documento contra o pastor Marco Feliciano foi assinado pela deputada Erika Kokay (PT-DF), Ana Perugini (SP), Luizianne Lins (CE) e Margarida Salomão (MG), todas parlamentares do PT.

“Não queremos ferir qualquer presunção de inocência. Mas consideramos que denúncias como essa não podem ser banalizadas e têm de ser investigadas”, avalia Erika.

Segundo as parlamentares, a subprocuradora-geral da República, Déborah Duprat, afirmou que enviará as denúncias ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, a quem cabe a responsabilidade de iniciar investigação contra parlamentares com prerrogativa de foro privilegiado. Antes disso, ela poderá ouvir o depoimento de Patrícia sobre o caso. A jovem já registrou boletins de ocorrência contra Feliciano e seu assessor.

Na semana passada, a Procuradora Especial da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), também endereçou uma denúncia contra Feliciano ao procurador-geral de Justiça, Leonardo Roscoe Bessa. No texto, ela pede uma investigação sobre o suposto assédio sexual praticado pelo parlamentar. Na última sexta-feira (5), a Procuradoria confirmou o recebimento do ofício e informou que ele será encaminhado para análise.

Entenda o caso

A jornalista Patrícia Lélis registrou boletim de ocorrência contra o deputado Marco Feliciano na noite do domingo (7), em Brasília(PSC-SP), por tentativa de estupro, assédio sexual e agressão. A jovem de 22 anos permaneceu no local por cerca de três horas.

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A ocorrência diz que o crime teria acontecido na manhã de 15 de junho no apartamento funcional do parlamentar, que nega o ocorrido. Patrícia já havia registrado um outro boletim de ocorrência há três dias, em São Paulo, contra o chefe de gabinete do político, Talma Bauer, que foi detido na última sexta-feira (5) por suspeita de manter a jovem em cárcere privado e obrigá-la a publicar vídeos negando as acusações. Ele foi liberado no mesmo dia.

Militante do PSC Jovem, Patrícia também acusa o partido de omissão e de “passar a mão na cabeça de Marco Feliciano”, que nega as denúncias. Em texto publicado no Facebook, ela disse que a sigla “sempre soube” da denúncia dos crimes, mas que pediu para que ela “ficasse calada”. O PSC anunciou que vai criar uma comissão interna para analisar o caso.

Estadão Conteúdo

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