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Deputado acompanha dados e diz que Porto Velho tem grandes chances de sofrer novas cheias do Rio Madeira

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O fenômeno da cheia do Rio Madeira trouxe enormes prejuízos à população de Rondônia, principalmente, da capital Porto Velho e Guajará-mirim no início deste ano. Preocupado com um possível novo ciclo de enchentes que se aproxima, o Deputado Federal Amir Lando (PMDB-RO) fez um alerta para os governos estadual e federal e, também, para as concessionárias que administram as usinas de Jirau e Santo Antônio. “Quero deixar as minhas preocupações para que as autoridades, de maneira precavida, tomem as medidas para evitar esse dano brutal, que é dano das águas imperceptíveis, silenciosas, que invadem as casas, os roçados, os pastos, matam os animais e destroem as nossas florestas”, alertou.

O Deputado Federal sugeriu que as autoridades responsáveis criem um projeto de colonização para que os ribeirinhos tenham um novo local para morar e um pedaço de terra para plantar e pescar. “Oferecer uma nova morada deve ser parte de uma indenização que eles ainda não receberam. A reparação dos danos deve ser imediata. Afinal, eles perderam suas casas, seus móveis, suas plantações e uma vida inteira construída”, sugeriu.

Amir Lando salientou que as indenizações pagas pelas usinas às famílias atingidas foram insignificantes. “Infelizmente alguns receberam migalhas em dinheiro e os danos jamais foram reparados em sua extensão real para aqueles que sofreram com as cheias. Agora, elas já retornaram para o que sobrou de suas casas e pedem a Deus para que a próxima cheia não leve o que ainda restou”, afirmou.

O parlamentar fez questão de lembrar os prejuízos causados aos ribeirinhos, aos feirantes, comerciantes locais e as famílias, que até hoje não foram superados. “As feiras foram tomadas pelas águas e tudo foi perdido. Não há mais nada. Os comerciantes que vendiam as tradições e a cultura do povo de Rondônia também perderam tudo, e talvez, até a esperança”, lamentou.

Amir Lando aproveitou para chamar atenção do governo federal e dos consórcios que controlam as hidroelétricas. “Eu faço um voto ao governo federal e das concessionárias para que observem essas circunstâncias e efetuem o pagamento dessas despesas. Mais do que isso, que o governo e as hidroelétricas realizem um levantamento de até onde a barragem pode ir, o seu limite máximo, para não ocorra novamente todo esse crime ecológico de proporções gigantescas. E eu espero que o governo e as empresas não se silenciem e acobertem as suas responsabilidades perante o povo”, disse.

Para finalizar, o Deputado Federal Amir Lando disse que o Rio Madeira mudou e que as autoridades devem prestar mais atenção nas águas que cortam o nosso Estado. “O Rio Madeira precisa ser reestudado e observado com mais profundidade. A velocidade das águas mudou. Nós queremos que as Usinas fiquem e que gerem energia. Queremos, sobretudo, o respeito sobre a vida, o bem das pessoas, da fauna e da flora,” finalizou.

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