Deputado de projeto antimasturbação bombou com música sertaneja sobre sexo

Convertido à matriz evangélica em 2000, Aguiar hoje administra, paralelamente à trajetória política, sua carreira como intérprete gospel.

O deputado federal Marcelo Aguiar (DEM/SP) virou notícia nesta quarta-feira, ao ser publicada no blog do jornalista Lauro Jardim, de “O Globo”, uma nota com informações sobre seu projeto de lei que prevê um filtro criado por operadoras de celular para que conteúdos pornográficos tenham transmissão interrompida nos aparelhos. No entanto, talvez muitos não lembrem que o parlamentar fez bastante sucesso no passado cantando uma música que falava exatamente sobre…sexo!

Convertido à matriz evangélica em 2000, Aguiar hoje administra, paralelamente à trajetória política, sua carreira como intérprete gospel. Mas em 92, por exemplo, fez bastante sucesso nas rádios com o hit sertanejo “Não dá pra fazer amor sem ter você”, de autoria de Zezé Di Camargo.

Diz a letra: “Não dá pra continuar sofrendo assim/Não dá, não dá/Não dá pra continuar vivendo assim/Não dá, não não dá/Não dá pra levar a vida sem você/Não dá, não dá/Não dá pra fazer amor sem ter você/Não dá, não não dá”.

“Vício em masturbação” é justificativa

O deputado, que hoje tem 43 anos, começou sua carreira musical aos 8 anos, quando venceu um concurso de calouros no Programa Raul Gil. Passou a década de 90 participando de festivais sertanejos e até fez uma participação como ator na novela “Estrela de fogo”, da Record, cujo tema de abertura foi gravado por ele.

Após a conversão religiosa, ingressou no ramo da música gospel, em 2008 emplacando uma eleição para vereador em São Paulo. Dois anos depois, se elegeu deputado federal, sendo reconduzido à Câmara dos Deputados em 2014.

Seu polêmico projeto antimasturbação ganhou repercussão nesta quarta-feira, em nota publicada por Lauro Jardim, no “O Globo”. Como justificativa para a exigência do filtro que interrompe conteúdo pornô nos aparelhos, Marcelo aponta: “Todos os dias se ouve falar da segurança na Internet e, em particular, nos perigos a que crianças e adolescentes estão expostos enquanto navegam.

Contudo, pais, educadores e a sociedade em geral, não estão conscientes o bastante dos perigos envolvidos. Estudos atualizados informam um aumento no número de viciados em conteúdo pornô e na masturbação devido ao fácil acesso pela internet e à privacidade que celular e o tablet proporcionam”.

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