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Deputados buscam informações sobre rondonienses sumidos nas Bahamas

O desaparecimento dos brasileiros também afetou várias famílias no interior de Minas Gerais e Pará

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No início desse mês um grupo de deputados membros da comissão externa da Câmara, formada especialmente para investigar o desaparecimento de 19 brasileiros desaparecidos nas Bahamas em novembro de 2016, viajou ao país caribenho. O objetivo foi obter informações sobre o paradeiro dos imigrantes, que tentavam entrar clandestinamente nos EUA.

No final de dezembro do ano passado, os parentes desesperados de um dos 19 brasileiros que tentavam entrar clandestinamente nos Estados Unidos através das Bahamas, contatou um website. Segundo eles, o barco com os brasileiros a bordo saiu de Nassau com destino à cidade de Miami (FL) em 6 de novembro, entretanto, até o momento ninguém sabe do paradeiro deles. Próxima ao final do ano, esta pode ser uma das maiores tragédias envolvendo imigrantes que tentam, desesperadamente, entrar nos EUA.

Entre os brasileiros desaparecidos, os familiares identificaram Márcio Pinheiro de Souza, natural do município de Sardoá (MG), Renato Soares de Araújo, natural de Virginópolis (MG), Arlindo de Jesus Santos, natural de Rondon do Pará (PA), Bruno Oliveira Souza, Reginaldo Ferreira Martins, Diego e mais outros 13 indivíduos ainda não identificados. Especula-se que a maioria dos desaparecidos seja procedente de Minas Gerais, Pará e Rondônia.

Os familiares disseram que a Guarda Costeira, não precisaram o país, realizaram buscas na área, conhecida pela beleza e alto-mar agitado e infestado de tubarões, entretanto, sem encontrar vestígios da embarcação ou dos desaparecidos. Na ocasião, especulou-se que eles tivessem sido detidos durante a viagem e estivessem presos em uma penitenciária local, como em Fox Hill, nas Bahamas.

Em 23 de dezembro, uma equipe de reportagem do site brasileiro/americano Brazilian Voice entrou em contato, via e-mail, com a Embaixada do Brasil em Nassau, Bahamas, na pessoa do Embaixador Carlos Eduardo Sette Câmara da Fonseca Costa, sem obter resposta.

Uma mulher identificada como Jennifer, amiga de Márcio Pinheiro de Souza, relatou ao Diário do Rio Doce que ele contatou a família em 5 de novembro, sábado, informando que realizaria a perigosa travessia no domingo (6). “Depois disso, ele sumiu e ninguém mais dá notícia do seu paradeiro”, detalhou Jennifer.

Ela acrescentou que havia contatado a Patrulha da Fronteira dos EUA (BP), o Departamento de Imigração (ICE) e o Consulado do Brasil, mas não recebeu informação alguma e isso aumenta a angústia dos familiares. “Não falam se ele foi morto ou preso e isso faz aumentar a nossa agonia”, concluiu.

Com informações do Brazilian Voice

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