Deputados madrugam na Câmara e fazem fila quatro horas antes da sessão

O dia sequer havia amanhecido quando deputados federais começaram a registrar presença na Câmara. Por volta das 5h desta quarta-feira (2/8), quatro horas antes da previsão de início para a sessão, três parlamentares oposicionistas já ocupavam o corredor que dá acesso ao Plenário da Casa. , Eles votarão pela admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB-SP) por corrupção passiva.

Os deputados Pompeo de Mattos (PDT-RS), Ivan Valente (PSOL-SP) e Alessandro Molon (Rede-RJ) puxaram a fila dos primeiros a chegar à Câmara. O objetivo é garantir espaço na abertura dos discursos no Plenário. Molon, inclusive, tirou uma selfie, destacando o relógio de um celular para mostrar que chegaram à Casa ainda na madrugada.

A sessão que decidirá se o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá investigar a denúncia está marcada para começar às 9h. A partir desta hora, os deputados podem se inscrever para falar, antes mesmo de haver o quórum mínimo (342). É necessário registro de presença de, pelo menos, 51 parlamentares no painel eletrônico do Plenário para os trabalhos se iniciarem.

Por volta das 7h20, os deputados Major Olímpio (SD-SP), Leonardo Monteiro (PT-MG), Alice Portugal (PCdoB-BA), Givaldo Carimbão (PHL-AL), Aliel Machado (Rede-PR) e Júlio Delgado (PSB-MG) acompanhavam os três colegas que chegaram à Câmara na madrugada.

A votação em plenário ocorre após análise da denúncia pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, que se posicionou contra o prosseguimento das acusações. A denúncia contra Temer só poderá ser encaminhada ao STF com autorização de dois terços dos deputados federais.

Ou seja, como o relatório que será votado nesta quarta pede o arquivamento da denúncia, a oposição precisa de 342 votos “não” para autorizar a abertura do processo contra o peemedebista.

Denúncia
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o presidente com base na delação de executivos da JBS. No entendimento da PGR, Temer teria consentido com a compra de silêncio do deputado federal cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) — que está preso —, em conversa fora da agenda oficial, com um dos donos da companhia, Joesley Batista.

O diálogo ocorreu em março, no Palácio do Jaburu, e foi gravado pelo empresário.

Fonte: metropoles.com

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