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Deputados participam de jantar com Temer e garantem que ele fica

Denúncia contra Michel Temer não deve alcançar número suficiente e ele fica no cargo

O presidente Michel Temer, denunciado por corrupção passiva – recebimento de R$ 500 mil e promessa de R$ 38 milhões em vantagem indevida – deve escapar de ser processado pela falta de votos necessários para o recebimento da denúncia.

São necessários 342 votos, mas a oposição deverá atingir no máximo 220, de acordo com as contas do governo. Muitos parlamentares que não querem “se comprometer” devem se ausentar e os chamados “deputados do baixo clero” devem ser os protagonistas da votação.

Na noite da última terça-feira, Michel Temer participou de um jantar no apartamento do deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), com outros parlamentares. O objetivo do encontro foi o de permitir a Temer “convencer” deputados indecisos a votar contra a denúncia nesta quarta. Participaram cerca de 80 parlamentares, entre eles os da bancada rondoniense, Nilton Capixaba e Lindomar Garçon.

Garçon postou em grupos de Whatsapp fotos do jantar e confirmou que o presidente fica no cargo.

Temer chegou ao local sob aplausos dos deputados (que ele foi convencer?) depois de subir seis lances de escada. Isso porque, pouco antes, o elevador do prédio residencial parou de funcionar.

Cercado pelos parlamentares, Temer discursou para os presentes em clima de desabafo. Ele admitiu “ingenuidade” no episódio envolvendo a gravação do empresário Joesley Batista, da JBS, a quem acusa de praticar “banditismo”.

“Não tem sido fácil essa luta”, disse antes de complementar. “Provocações que são feitas fruto, convenhamos, de um acidente e uma certa ingenuidade, mas fruto, fundamentalmente, de um banditismo muito negativo. Sou obrigado a dizer isso em voz alta e em letras garrafais para que as pessoas saibam com que estamos lidando”, afirmou.

A maioria saiu satisfeita de ter conseguido “falar pessoalmente” com o presidente, outros espalharam fotos do jantar bem grupos de Whatsapp como forma de garantir que foram “prestigiados” pelo chefe do Executivo.

Lindomar Garçon esteve no jantar com Michel Temer

Aliás, essa era a principal queixa dos parlamentares em relação à ex-presidente Dilma Rousseff, a de que ela só recebia líderes e não os deputados. E é exatamente essa manobra populista que vai garantir na permanência de Michel Temer no cargo.

Além disso, nos últimos dias, a presidência vem garantindo a liberação de emendas individuais, o que vem sendo comemorado pelos parlamentares.

E assim caminha a política brasileira, em troca de jantares e afagos, e em nome de uma “estabilidade” política, vai se permitindo toda a sorte de crimes e favores. Realmente, o fundo do poço ainda está longe.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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Associado da Liga de Defesa da Internet