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Desembargador preso acusado de vender sentença é personagem de gibi para ‘formação ética’ das crianças

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‘Turma do Delgado’, revista em quadrinhos lançada em junho pela Justiça Federal no Rio Grande do Norte, mostra Francisco Barros Dias – alvo da Operação Alcmeon por suposta venda de sentenças – em destaque na historinha para ‘despertar a cidadania’ na infância

O desembargador aposentado Francisco Barros Dias, preso nesta quarta-feira, 30, na Operação Alcmeon por suposta venda de sentenças no âmbito do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF5), é personagem de gibi para ‘formação ética’ das crianças. ‘Turma do Delgado’, revista em quadrinhos lançada em junho pela Justiça Federal no Rio Grande do Norte, mostra Barros Dias no enredo de historinha para ‘despertar a cidadania’ infantil.

Barros Dias foi preso em regime preventivo pela Polícia Federal, que atribui a ele propina de R$ 150 mil, em 2012, para soltar Rychardson de Macedo por supostas fraudes no Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte. O desembargador teria recebido o dinheiro em espécie no pátio do estacionamento do TRF5, sediado em Recife.

O lançamento de ‘Turma do Delgado’ ocorreu em junho, ’em uma concorrida solenidade’. Segundo a Justiça Federal ‘a revista traz como personagens profissionais que deixaram sua marca na história da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte’ – entre eles, Barros Dias.

O nome do gibi é uma homenagem ao ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça José Augusto Delgado,que atuou como juiz federal no Rio Grande do Norte.

Gibi distribuído no RN

O atual ministro do STJ Luiz Alberto Gurgel de Faria, os desembargadores federais aposentados Araken Mariz de Faria e Francisco Barros Dias, e as servidoras Maria Isabel Gurgel Umbelino e Marineve Vasconcelos são personagens da revista em quadrinhos.

A revista foi produzida pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte e contou com o apoio da Federação da Indústria do Estado.

Durante o lançamento da publicação, que ocorreu na abertura da aula magna do curso de pós graduação em Direito e Gestão do Judiciário, o Diretor do Foro da Justiça Federal, juiz Marco Bruno Miranda, ressaltou ‘o trabalho desenvolvido a partir do gibi para a formação das futuras gerações’.

“Dois elementos importantes: a parceria público-privada e a busca da formação ética das futuras gerações. Muitíssimo feliz com esse projeto”, declarou Miranda.

COM A PALAVRA, FRANCISCO BARROS DIAS

A reportagem do Estadão de São Paulo, que revelou a história, entrou em contato com o escritório de advocacia do magistrado. O espaço está aberto para sua manifestação.

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