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Desembargadora do AM acusada de vender sentenças é afastada pelo STJ

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O relator do caso, ministro Raul Araújo,  considerou que há indícios que justificam o afastamento de Encarnação Salgado por seis meses

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, na manhã desta quarta-feira (15), afastar a desembargadora Encarnação das Graças Sampaio Salgado por seis meses do Tribunal de Justiça do Amazonas. O relator do caso, ministro Raul Araújo, considerou que há indícios que justificam o afastamento da desembargadora. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), ela é suspeita de receber vantagem ilícita em troca de decisão judicial.

Na última quinta-feira, a desembargadora foi um dos alvos da operação La Muralla 2, deflagrada pela Polícia Federal em Manaus, para apurar o envolvimento da magistrada no esquema de ‘venda’ de alvarás de solturas e prisões domiciliares. As medidas, conforme indícios apurados pela PF beneficiavam principalmente, integrantes de uma organização criminosa que comanda o tráfico de drogas no Amazonas.

Na manhã desta quarta-feira, conforme divulgado pelo STJ, no voto, o ministro Raul Araújo, que faz parte da quarta turma do STJ, defendeu o afastamento cautelar da desembargadora por seis meses prorrogável por igual período.

Para o MPF, o afastamento da desembargadora se justifica pela ‘gravidade dos fatos’ e para preservar confiança no Poder Judiciário.

A defesa da desembargadora afirmou que não há elemento de conduta capaz de autorizar o afastamento.

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