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Desvios milionários na UFPR eram comandados por três famílias, diz delegado

Terceira mentora de esquema, servidora aposentada foi presa nesta sexta-feira.

A Polícia Federal identificou três famílias, com ligações entre si, envolvidas no esquema que desviou cerca de R$ 7,5 milhões em bolsas de pesquisa da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Uma servidora aposentada da instituição, apontada como a terceira mentora do esquema, foi presa nesta sexta-feira (3), em um desdobramento da Operação Research.

A mulher, cujo nome ainda não foi divulgado, aposentou-se em 1992 e trabalhou no mesmo departamento que Conceição Abadia de Abreu Mendonça e Tânia Marcia Catapan, chefe da seção de controle e execução orçamentária e chefe da secretaria administrativa do gabinete da pró-reitoria de pesquisa e pós-graduação, respectivamente.

As duas estão presas preventivamente desde o dia 15 de fevereiro, na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Hoje de manhã, o delegado Felipe Hayashi deu detalhes sobre como agia o grupo.

— Nós detectamos no final da primeira etapa [das investigações] três núcleos familiares agindo no sentido de cooptar aquelas pessoas que, na realidade, eram falsos bolsistas. Na sequência, essas famílias eram os destinatários finais dos recursos desviados da Universidade Federal do Paraná.

Hayashi destacou que o grupo usava “laranjas conscientes” que emprestavam contas bancárias para o recebimento de bolsas de pesquisa. Na verdade, eles nunca pisaram na UFPR. Esse grupo de beneficiários foi alvo da primeira fase da operação e apontou quem realmente ficava com a maior parte do dinheiro desviado.

— Havia uma ajuda mútua. Essas pessoas [laranjas] ficavam com uma parcela pequena dos recursos e os montantes maiores eram repassados aos destinatários finais.

Além da servidora aposentada, a filha dela e o genro eram beneficiados com o esquema. Porém, eles não apareciam na lista original de falsos bolsistas. Os valores eram transferidos posteriormente pelos laranjas.

A polícia agora vai aguardar as quebras de sigilo bancário de todos os envolvidos para determinar quanto cada um lucrou com a fraude.

Fonte: r7.com

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