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Dia dos Pais no varejo deve ser o pior dos últimos 10 anos

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O varejo deve se preparar para mais um Dia dos Pais com faturamento abaixo das expectativas, como aponta a Confederação Nacional de Dirigentes Lojista (CNDL), que prevê um crescimento de apenas 1% na comparação com o ano passado, quando houve expansão de 3,78%.

De olho no comportamento dos consumidores nos pontos de venda de todo o Brasil, mais uma vez a Virtual Gate, empresa que fornece soluções para o varejo, realizou uma análise do fluxo de pessoas durante os dias que antecedem o Dia dos Pais e confirma as expectativas da CNDL: o 1º semestre de 2014 registrou redução de 13% do fluxo de pessoas nas lojas em comparação ao mesmo período de 2013 e 2012. Assim como ocorrido na Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Namorados, o Dia dos Pais deverá atrair fluxo menor que o registrado nos anos anteriores.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta que este deve ser o Dia dos Pais com o menor volume de vendas desde 2004.

Como explica a diretora geral da Virtual Gate, Heloísa Cranchi, “essa estimativa torna-se ainda mais assertiva quando levamos em consideração a redução de 14% do fluxo dos primeiros dez dias de julho de 2014 em comparação ao mesmo período dos anos anteriores”. E complementa: “Tal redução se fez mais presente nos dias de jogos da seleção brasileira de futebol durante a Copa do Mundo”, conclui. De fato, além da inadimplência e a inflação em alta, o excesso de feriados e até mesmo férias antecipadas por conta da Copa do Mundo podem atrapalhar as vendas.

De última hora
A análise demonstra, ainda, que os consumidores deixam para a última semana antes da data comemorativa a compra dos presentes, gerando crescimento superior a 14% em relação à média das semanas anteriores. “O destaque fica para o sábado que pode registrar pico de quase 30% na comparação com sábados de anteriores de julho e agosto”, explica a diretora.

Quando consideramos o crescimento de fluxo de pessoas por segmento, são as lojas de Vestuário e Calçados que registram o maior índice: 19%, Lojas de Material para Construção, Comunicação, informática e Escritório não registram grande variação.

A análise realizada pela da Virtual Gate contempla uma gama de 749 lojas dos segmentos de Tecidos, Vestuários e Calçados; Equipamentos e Materiais para Escritório, Informática e Comunicação; e Materiais de Construção.

Fonte: Uol

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