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Dilma ataca os que ‘por proveito político’ ferem a imagem da Petrobrás

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A presidente Dilma Rousseff se comprometeu a investigar as denúncias que envolvem a Petrobrás, mas disse que não ficará alheia à “campanha dos que, por proveito político, ferem a imagem da empresa”.

“Não deixarei de combater qualquer tipo de ação criminosa ou ilícita de qualquer espécie, seja ela feita por quem for, mas também não ouvirei calada à campanha dos que, por proveito político, ferem a imagem da empresa, que nosso povo construiu com tanto suor e lágrimas”, afirmou a presidente durante cerimônia de viagem inaugural do navio petroleiro Dragão do Mar e batismo do navio Henrique Dias, no Estaleiro Atlântico Sul, em Ipojuca (PE).

No final de um discurso de cerca de 40 minutos, a segunda metade dedicada exclusivamente à Petrobrás, a presidente Dilma Rousseff afirmou que defenderá a estatal em quaisquer circunstâncias e com todas as suas forças. “Nós, com determinação, estamos aqui nos comprometendo, a cada dia que passa, que o que tiver de ser apurado vai ser apurado com o máximo de rigor. O que tiver de ser punido vai ser também com o máximo de rigor”. “A Petrobrás é maior do que qualquer um de nós, tem o tamanho do Brasil”, disse.

A presidente mencionou que a auditoria da Petrobrás, junto com o programa de prevenção à corrupção da empresa e com as comissões de apuração “são os mais eficazes mecanismos de controle e fiscalização internos”. “A Petrobrás jamais vai se confundir com qualquer malfeito, com corrupção ou qualquer ação indevida de quaisquer pessoas, das mais graduadas às menos graduadas”, disse.

Além disso, Dilma citou o Poder Judiciário, o Ministério Público e “sobretudo” a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União como órgãos do governo federal que “estarão sempre atentos para realizar a fiscalização e os controles externos”.

“Não podemos permitir, é bom dizer isso, como brasileiros que amam e defendem esse País, que se utilize ações individuais e pontuais, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem de nossa maior empresa, a nossa empresa mãe. Ou para tentar confundir quem de fato trabalha a favor e quem trabalha contra a Petrobrás”, disse a presidente.

No Estado do ex-governador Eduardo Campos, Dilma rebateu as críticas feitas pelo pré-candidato do PSB ao Planalto, que afirmou que a Petrobrás perdeu seu valor de mercado. Segundo ela, no início do governo Lula a estatal brasileira valia US$ 15,5 bi. “Hoje, com toda a crise internacional, o valor da Petrobrás é de US$ 98 bilhões”, disse.

Privatização.

Ela afirmou que “no início diziam” que o País não tinha petróleo e depois, “ironicamente”, segundo a presidente, pelo Brasil ter petróleo demais, defendeu-se a privatização da empresa. “De forma muito sorrateira prepararam todo um processo que, se não interrompido, acabaria por conduzi-la fatalmente a mãos privadas. De tão requintado esse processo, chegou a fazer parte até a troca do nome, que seria Petrobrax, sonegando a sílaba que é a nossa identidade e a nossa nacionalidade: bras, de Brasil.”

As tentativas de sucateamento, disse Dilma, deixaram marcas profundas na empresa e na cadeia de petróleo. “Por anos seguidos, o favorecimento à importação de navios e plataformas, a falta de planejamento e a ausência de uma política de conteúdo nacional trouxeram sérios problemas para os fornecedores nacionais. A redução dos investimentos em geral, em especial em tecnologia, a baixa valorização e renovação do capital humano corroeram essa grande empresa, mas ela teve força para resistir”, emendou.

Graça.

O evento desta segunda-feira, 14, foi o primeiro em que Dilma apareceu em público ao lado da presidente da Petrobrás, Graça Foster, desde o início da onda de denúncias envolvendo a estatal, e também o discurso mais enfático da presidente sobre a questão.

Graça, que discursou brevemente antes da presidente, disse que acredita “mil vezes” na Petrobrás e pediu aos trabalhadores: “Nesse momento, eu preciso muito da energia de todos vocês”. Amanhã, Graça irá para Brasília depor na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado sobre os casos Pasadena e SBM.

Fonte: Estadão

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