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Dilma reúne aliados e pode deixar o PT

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Se for processada, ela ficará inelegível por oito anos

A presidente afastada Dilma Rousseff está reunida, na tarde desta quarta-feira (10), com senadores que votaram contra a continuidade do processo de impeachment. No encontro, ela deve apresentar um esboço da carta aos senadores, em que defenderá a realização de novas eleições presidenciais caso permaneça à frente do Executivo nacional.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) já havia dito, nessa terça-feira (9) que Dilma estava disposta a apoiar um plebiscito para que a população diga se deseja a realização de um novo pleito. “Estamos oferecendo uma alternativa de governabilidade ao Congresso e ao povo brasileiro, que é de caso ela [Dilma Rousseff] volte, ela apoiará a realização imediata de um plebiscito para que a população brasileira diga se quer antecipar as eleições”, disse.

Segundo ela, os aliados da petista reconhecem que, mesmo que não sofra o impeachment, seria difícil governar sem ter o apoio da maioria do Congresso. “Nós que defendemos a presidenta Dilma achamos que ela não tem mais condições de governabilidade e não seríamos nós senadores e senadoras irresponsáveis de apenas defender a volta dela para ampliar uma crise que não é só política, mas é econômica também”.

Embora os aliados de Temer digam que já possuem a garantia de número de votos mínimo para o impeachment – é preciso a aprovação de pelo menos 54 dos 81 senadores -, a defesa de Dilma disse que irá se esforçar para, nos próximos dias, convencer senadores indecisos e descontentes com a gestão do peemedebista e reverter o resultado no julgamento final. Embora ainda tenha chance, em Brasília já se cogita que Dilma deixará o PT, caso fique inelegível por oito anos.

Essa não é a primeira vez que a presidente afastada estaria pensando em deixar o partido, ainda mais porque está sofrendo oposição interna. No ano passado, pouco antes do início do processo de impeachment, ela já teria indicado esse posicionamento. Embora tenha se reaproximado do ex-presidente Lula, o mal-estar dentro do PT estaria inviabilizando a permanência dela.

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