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Diretor da Match se entrega à polícia e é levado para presídio em Bangu

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O diretor-executivo da Match Services, Raymond Whelan, deixou a Cidade da Polícia, na zona norte do Rio, por volta das 18h desta segunda-feira (14), e foi transferido para o complexo penitenciário de Bangu, na zona oeste, onde cumprirá prisão preventiva.

Ele havia se apresentado no início da tarde à desembargadora Rosita Maria de Oliveira Neto, da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O inglês estava foragido da polícia por suposto envolvimento com a máfia dos ingressos da Copa do Mundo.

A Match, que tem sede na Suíça, é a única empresa autorizada pela Fifa a vender ingressos para as áreas VIP dos estádios da Copa.

Segundo a Polícia Civil, Whelan foi levado para a Polinter, na Cidade da Polícia, no Jacaré, zona norte, para, em seguida, fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

Um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Whelan ainda aguarda julgamento no TJ do Rio. O advogado Nilson Paiva disse que a defesa vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

De manhã, o porteiro do hotel Copacabana Palace foi ouvido na 18ª DP (Praça da Bandeira) para esclarecer dúvidas sobre a suposta fuga de Whelan na última semana, depois que a Justiça expediu mandado de prisão contra ele.

O funcionário confirmou que Fernando Fernandes, advogado de Whelan na época, solicitou a saída dele com o inglês pela passagem dos funcionários, na lateral do hotel.

A polícia deve ouvir o gerente do Copacabana Palace nesta terça. Fernando Fernandes foi chamado para depor na tarde desta segunda, às 14h, mas não apareceu. Ele é investigado sob suspeita de facilitação de fuga do seu cliente.

Sábado (12) a Fifa fez sua maior defesa da Match desde a eclosão do escândalo de desvio de ingressos da competição para cambistas, há uma semana e meia.Sexta-feira, a Match  negou que seu diretor-executivo tenha saído correndo do hotel para evitar a prisão  e defendeu o direito do empresário de resistir a uma ação policial que ele considera ilegal.

Em nota oficial, a entidade relembrou a parceira comercial de 30 anos com os irmãos mexicanos Jaime e Enrique Byrom, principais acionistas da empresa, afirmou confiar na organização e declarou estar confiante que as investigações irão apontar a inocência de “funcionários e diretores” do grupo.

INVESTIGAÇÃO

Membros da suposta quadrilha de bilhetes foram presos em 1º de julho, após três meses de investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio.

De acordo com policiais, o grupo pretendia arrecadar até R$ 200 milhões até o fim da Copa e atuava ao menos desde o Mundial de 1998.

Para a final, um ingresso estava sendo oferecido R$ 35 mil. De acordo com as investigações, o grupo faturava até R$ 1 milhão por jogo.

Mais de cem bilhetes foram apreendidos com os presos na semana passada. As entradas eram de cotas cedidas pela Fifa a patrocinadores e delegações de seleções.

Fonte: Folha de São Paulo

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