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Diretor de presídio dá detalhes de rebelião que destruiu parte da unidade

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No último sábado, 02, a reportagem de um jornal local foi convidada pela direção do Centro de ressocialização Cone Sul (CRCS) para acompanhar os trabalhos de reforma que estão sendo realizados na unidade prisional após a rebelião que aconteceu no ultimo dia 30, quando parte do complexo foi destruída pelos amotinados. A direção também se dispôs a esclarecer algumas informações que foram divulgadas nos meios de comunicações.
Na entrevista, o diretor do presídio, Juracy Duarte, contou detalhadamente como aconteceu  o início da rebelião. De acordo com ele, uma falha estrutural na porta de uma das celas do bloco “B” propiciou aos detentos a oportunidade de começar a revolta na unidade.
De acordo com o diretor, o rompimento de uma trava da porta de uma das celas do bloco “B” foi a oportunidade para os detentos que são considerados de alta periculosidade saírem para o corredor e começarem a abrir as grades que dividem o bloco e outras celas.
A ação logo foi percebida pelos agentes penitenciários que, ao ir verificar o que estava acontecendo, já encontram os presos no corredor. Após os agentes realizarem disparos, os apenados retornaram para a carceragem.
Depois de forçar a uma grade que dá acesso a área superior das celas, onde os agentes trabalham, alguns detentos passaram para o bloco “A”, local onde são mantidos detentos que são rivais.  Lá, os presos rebelados pegaram 16 outros encarcerados e os cercaram com colchões, redes (da oficina de que funcionava entro do presídio) e alguns móveis, ateando fogo em seguida.
Neste intervalo de tempo, as autoridades como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Judiciário foram acionados e estava a caminho do CRCS. Os agentes penitenciários e os Bombeiros logo contiveram as chamas e evitaram que os presos morressem queimados.
Com a chegada do contingente da PM e outros agentes que estavam de folga, mas foram mobilizados para trabalhar no momento critico, os presos ficaram apenas nas carceragens. Alguns apenados tomaram a liderança e passaram a negociar com um “comitê de crise” formado por um Promotor de Justiça, um juiz de direito, Comandante da PM e a direção da própria unidade prisional.
De acordo Duarte, aproveitando o momento, os detentos reivindicaram o aumento do número de visitantes por preso, a entrada de cigarros, a saída do próprio diretor e, principalmente, a transferência de 40 presos que estão incomodados com a rigidez imposta pela direção.
Após algum tempo de conversa, os rebelados decidiram terminar com a baderna e se render. Todos os presos da ala “B” foram levados para quadra onde acontece o “banho de sol” e vão permanecer lá por mais alguns dias até que os trabalhos de reforma da careceragem sejam concluídos.
Após a retomada do presídio, foi realizado um grande “pente fino” nas celas e outras dependências à procura de armas artesanais, drogas, celulares, ou qualquer objeto de uso proibido dentro do sistema.
As portas e travas de “bigornas”, assim com alguns mecanismos de segurança, estão sendo reformulados para que novos episódios do tipo não venham a acontecer, e também garantir a integridade dos reclusos e agentes.
Não se tem ainda uma estimativa de valores da destruição, mas o trabalho de reforma deverá levar mais seis dias. Neste período a escala de agentes penitenciários foi reforçada.  Duarte garante que não haverá mudanças no presídio, pois continuará sem cigarros, o numero de vistas será o mesmo e ninguém será transferido.

 

 

Fonte: FS

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