Dois ministros deixarão cargos para votar contra impeachment de Dilma no Senado

Mais dois ministros deverão deixar o governo em breve, mas não por, ao contrário de outros, estarem desembarcando da base aliada da presidente Dilma Rousseff. Os senadores e ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro (PTB-PE) e da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB-TO), vão sair dos seus cargos poucos dias antes da votação em plenário da admissibilidade do processo de impeachment da presidente, previsto para o dia 11 de maio.

O objetivo é assegurar mais dois votos e ajudar a fazer a defesa da petista na reta final no Senado. Outra estratégia que poderá ser adotada pelo governo, em defesa do mandato de Dilma Rousseff, é entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) com questionamento a respeito do mérito da questão do pedido de impeachment, isto é, se as pedaladas fiscais realmente são crime de responsabilidade.

Vários juristas têm sugerido esta proposta ao Planalto, que ainda está em estudo. O processo, no entanto, pode ser “uma faca de dois gumes”. De acordo com assessores palacianos, caso o STF dê razão ao governo, ótimo. Mas o fato é que não há certeza sobre isso e, como o tribunal tem imposto muitas derrotas ao Planalto, há um temor de que, caso o STF diga que pedalada é crime, seja uma sentença final, antes do final do julgamento. Por isso, a decisão é considerada delicada por alguns assessores do Palácio, que ainda vão discutir mais esta estratégia com os principais assessores diretos de Dilma e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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