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Donald Trump já deportou 139 brasileiros desde a posse

O índice é quase o dobro das 73 expulsões ocorridas ao longo de 2016

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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) informou recentemente que 139 brasileiros foram deportados dos EUA durante a administração do Presidente Donald Trump, ou seja, quase o dobro dos 73 que foram expulsas do país em 2016. Desde antes assumir o cargo, Trump prometeu fazer do combate à imigração clandestina uma de suas prioridades.

Uma parte considerável dos brasileiros entrevistados na região metropolitana da cidade de Boston (MA) disse que a situação piorou desde que o Presidente assumiu o poder. Muitos deles relataram o aumento do sentimento contra os imigrantes, especialmente em áreas onde a presença estrangeira não é significativa. Conforme a pesquisa realizada pela Idea Big Data, a pedido do jornal O Globo, 302 dos entrevistados nas cidades de Framingham, Somerville e Cambridge, todas na região metropolitana de Boston, 77% deles acreditam que a vida piorou com no novo Presidente, para 18% não houve alteração e 5% ocorreram melhorias. Em janeiro desse ano, assim que tomou posse, o Presidente assinou um decreto que “criminaliza” o status migratório irregular nos EUA, portanto, tornando todos os imigrantes indocumentados “criminosos” em potencial.

O discurso aberto de Trump contra a imigração clandestina tem motivado vários departamentos de polícia locais a colaborarem com o Departamento de Imigração (ICE), através do programa Section 287(g).

Liliane Costa, diretora do Brazilian American Center (BRACE), relatou que a falta de objetividade e regras claras acaba permitindo determinados abusos. Ela relatou o caso de pais indocumentados que não conseguiam matricular os filhos em Franklin, município limítrofe a Framingham, mesmo que a lei proíba a restrição à educação pública tendo como base o status migratório. Costa observou que, anteriormente, casos dessa natureza não aconteciam.

Nadando contra a corrente:

Alegando que “trabalhou duro para encontrar uma mensagem de respeito e união”, o prefeito da cidade de Greenfield (MA), William Martin, assinou em 20 de julho a Ordem Executiva #2017-3. O decreto de lei é relacionado diretamente ao status de santuário de Greenfield e a ordem executiva assinada pelo Presidente Donald Trump em 27 de janeiro de 2017.

“Greenfield tem como objetivo ser uma cidade segura para todos os residentes”, disse Martin. “Nós encorajamos o amor e a tolerância”.

A ordem executiva do Prefeito contém diversas diretrizes para o Departamento de Polícia de Greenfield, incluindo uma em que o órgão não realize nenhum acordo com a Section 287(g) do Ato de Nacionalidade e Imigração (INA) sem a expressa autorização de Martin.

A Section 287(g) do INA autoriza o Departamento de Segurança Nacional (DHS) a permitir que policiais em estados e cidades selecionados façam cumprir as leis federais de imigração.

O decreto do prefeito determina explicitamente que “os agentes do Departamento de Polícia de Greenfield não perguntarão aos indivíduos o status migratório, ao menos que o status migratório da pessoa seja pertinente a um caso criminoso, investigação criminosa ou exigido por leis estaduais e federais”.

A ordem executiva não declara especificamente Greenfield uma “cidade-santuário”. O parágrafo final determina que “o Departamento de Polícia de Greenfield deverá continuar a prender qualquer indivíduo que violar as leis e promover com toda a determinação o cumprimento da justiça para servir e proteger a população local”.

A capa e a carta da ordem executiva estavam datadas de 21 de julho de 2017, mas o escritório do prefeito a divulgou ao canal de TV 22 News na quinta-feira (20).

BrazilianVoice

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