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Dono da Riachuelo diz que candidatura de Bolsonaro ‘não vingará’ e defende Doria

Em entrevista ao Estadão, Flávio Rocha nega compor que possa ser opção de vice na chapa do tucano por ser ‘muito parecido com ele’

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O empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, disse ao Estadão/Broadcast que a candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) à Presidência “não vingará”. Segundo ele, o eleitor espera um perfil “reformista liberal”. O nome do prefeito João Doria (PSBD) foi defendido pelo empresário na entrevista, durante o 22° Meeting Internacional, encontro empresarial organizado pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) na capital do Paraguai.

Qual é o perfil ideal para o mercado do candidato à Presidência em 2018?

O perfil que está se desenhando na mentalidade do eleitor é de um reformista liberal. Os ventos liberalizantes vêm soprando desde a eleição de Macri na Argentina. O antigo eleitor súdito, de pires na mão e dependente da caridade estatal e do assistencialismo, deu lugar ao eleitor cidadão, que cobra eficiência do governo. Vê o Estado como prestador de serviço.

 

Como avalia o desempenho do Jair Bolsonaro nas pesquisas e o sucesso do discurso radical de direita que ele faz? 

Não vingará. Sobre o discurso, o pano de fundo é a segurança. O liberal de fato, que acredita no indivíduo em detrimento do Estado, defende isso na economia e na segurança. A população não admite o monopólio da força pelo Estado. Uma questão fundamental que será reaberta será o debate sobre desarmamento.O povo rejeitou o desarmamento. É uma tática perversa das esquerdas: desarma o camponês e solta o MST em cima. Ninguém ainda, que está dentro de um viés liberal, manifestou essa coerência. Ser liberal na economia é ser liberal também na segurança. Acreditar no indivíduo. Se é o individuo será o protagonista da prosperidade econômica, ele também tem o papel fundamental nessa guerra que estamos perdendo, que a guerra da segurança.

Quem é o seu candidato para o Palácio do Planalto em 2018? 

O processo que mostrou a virada da cabeça do eleitor foi a eleição de 2016. O caso mais emblemático foi o prefeito de São Paulo, João Doria. Entre os nomes colocados, ele é o melhor porta-voz de uma campanha reformista e liberal. Vejo João Doria como um nome nacional. Vejo nele mais viabilidade e chance de ganhar.

LEIA A ENTREVISTA COMPLETA NO ESTADÃO

 

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