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Dono de construtora que abandonou obras de hospital em Cacoal foi preso por documentos falsos

Empresa tem sede em Pombal (PB) e foi multada em R$ 3 milhões por abandono de obra

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A empresa RTS Construções e Serviços LTDA foi inscrita como inidônea no portal da transparência do Governo Federal pelo abandono das obras do Hospital Municipal de Cacoal. Além disso, a RTS é acusada de ter dado um calote em trabalhadores, mesmo tendo recebido pouco mais de R$ 300 mil.

O proprietário da empresa é Raimilson Tadeu da Silva Pereira, que em 2009 foi preso usando documentos falsos em nome de João Antônio da Silva Costa. Ele chegou a abrir uma conta bancária e tentou obter empréstimos e financiamentos, quando foi preso em flagrante em uma agência da Caixa Econômica Federal. De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, ele “utilizou de comprovantes de rendimentos que apontavam falsamente vínculo funcional com as Prefeituras Municipais de São Bentinho e Lagoa, e tentou celebrar empréstimo para aquisição de material de construção, no valor de R$ 3.500,000, oportunidade em que se realizou sua prisão em flagrante; * Durante a realização da prisão em flagrante, o denunciado confessou que confeccionou os contracheques utilizados para a abertura da conta corrente na agência da Caixa Econômica Federal, eis que nunca trabalhou nas mencionadas prefeituras, e que naquele dia se dirigiu o banco para pegar um talão de cheque e realizar um empréstimo de R$ 3.500,000 destinados à aquisição de material de construção, o qual, entretanto, ainda não havia sido assinado“.

Como era réu primário, a justiça o condenou por estelionato a pagamento de multa e prestação de serviços comunitários.

CLIQUE AQUI para ler todo o processo

Em 2010, um ano depois de sua prisão, Raimilson abriu a Santa Fé Construções, que depois seria alterada para RTS Construções e Serviços. A empresa venceu a licitação para as obras do Hospital Municipal de Cacoal em 2016 e tinha um prazo de 18 meses para concluir os serviços que haviam iniciado em maio. As estão paralisadas desde o início deste ano, quando abandonou os serviços. A prefeitura decidiu por cancelar o contrato com a empresa e abrir um processo de penalidade, gerando a multa contratual por não cumprimento de cerca de R$ 3 milhões. A empresa já foi notificada, porém até o momento não se manifestou.

Dados da empresa vencedora da licitação

“A prefeitura realizou um pagamento para essa empresa de R$ 375 mil, que não foram revertidos para a obra. Além disso, alguns funcionários ficaram sem pagamentos de salários”, contou a prefeita.

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