Doria faz parceria com empresas farmacêuticas para SP receber medicamentos gratuitos

Cerca de 100 tipos de medicamentos serão doados pelos laboratórios. Prefeitura de SP quer distribuir remédios em farmácias particulares e fechar farmácias dos postos de saúde.

A prefeitura de São Paulo fez uma parceria com empresas farmacêuticas para o fornecimento gratuito de medicamentos utilizados na rede municipal de saúde. Cerca de 100 tipos de medicamentos, que estão em falta no sistema público, serão doados pelos laboratórios.

Inicialmente, a doação está prevista para ocorrer no período de dois meses como um auxílio emergencial para abastecer a rede pública e tirar “do zero” o estoque de muitas unidades de saúde.

Essa é mais uma parceria entre a administração municipal e a rede privada. Desde que assumiu, o prefeito João Doria (PSDB) fez parcerias para a limpeza da Ponte Estaiada, reforma dos banheiros do Parque do Ibirapuera, recebimento de veículos para o programa Marginal Segura e a revitalização do Parque Raposo Tavares, entre outros. Pelo menos 10 programas ou ações já receberam investimento privado.

O anúncio será feito na tarde desta quarta-feira (8) pelo prefeito João Doria e pelo secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara, quando eles devem informar quanto a Prefeitura espera economizar com o fornecimento gratuito dos remédios.

Farmácias privadas

Outra parceria entre a administração municipal e a rede privada consiste em fornecer toda a medicação que, atualmente, é distribuída nas farmácias das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e das AMAs (Assistência Médica Ambulatorial), nas farmácias particulares como as Drogarias Onofre, Drogasil e Drogaria São Paulo.

A medida deve economizar recursos públicos com a compra e distribuição dos remédios, já que o paciente poderá retirá-lo em diversas farmácias espalhadas pela cidade. E, com isso, as farmácias das unidades de saúde municipais devem fechar as portas.

O secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara, disse que a compra feita atualmente pelo sistema de licitação dificulta o processo, que podem ocorrer impugnações por empresas derrotadas e que, após a assinatura dos contratos, também há dificuldades de logística e eventuais falhas nas entregas por parte das empresas.

“O sistema é o problema. A compra é difícil, a logística é difícil. Estamos encontrando outras opções. O correio já é utilizado em alguns casos. Outra opção é utilizar as próprias famárcias de algumas regiões, dando um cartão, um ticket pra que a pessoa retire o remédio”, disse Pollara, no mês passado.

O modelo é parecido com o programa Farmácia Popular, criado pelo governo federal em 2004.

 

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