Dos deputados de Rondônia que pediram “fim da corrupção”, dois respondem por corrupção

Lúcio Mosquini e Nilton Capixaba que votaram à favor do impeachment são acusados de desvios de recursos públicos

O Brasil atravessa um momento complicado, ética e moralmente falando. Um Congresso Nacional comandado por um conhecido corrupto que deve conseguir uma anistia, ao menos política, votou pelo impeachment de uma presidente acusada de remanejar verbas sem autorização do Congresso, além de ser suspeita de ter bancado o mais complexo esquema de pagamento de propinas a empreiteiros com recursos da Petrobrás. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato que, pelo jeito, está longe de terminar.

Ao mesmo tempo, políticos como o deputado federal Nilton Capixaba envolvido no escândalo das Sanguessugas, acusado de ser um dos líderes da quadrilha que comprava ambulâncias recondicionadas superfaturadas e repassava a municípios pobres do país, inclusive Rondônia, subiu ao plenário pedindo o “fim da corrupção”. Capixaba responde a Ação Penal 644, no Supremo Tribunal Federal e só não foi preso ainda devido a imunidade parlamentar e a letargia das instâncias superiores da justiça brasileira.

Outro que também vem se escondendo sob o manto da imunidade parlamentar é Lúcio Mosquini, cujo legado à Porto Velho foram as obras inacabadas da Rua da Beira e do Espaço Alternativo. O deputado, preso logo após a eleição, também é investigado por enriquecimento ilícito. Ele também votou pelo “fim da corrupção” e “pela família”. A sensação que dá é que tem coisa muito errada nesse país…

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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