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É greve? Estou fora!!! – Francisco Xavier

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Nos últimos dias, diversos dirigentes do SINTERO têm percorrido o estado tentando convencer os trabalhadores da educação de que é necessário fazer uma nova greve em 2014. O curioso é que, cerca de um ano atrás, eles fizeram a mesma coisa e até hoje não se viu nenhum resultado positivo.

No mês de julho do ano passado, ao encerrar a greve da educação, publiquei opinião na imprensa do estado reclamando da postura da cúpula do sindicato,com relação à forma como os ilibados líderes conduziram as negociações que culminaram com o fim do movimento. Este fato provocou a ira de Nereu, Claudir Mata e seus amigos, pois eles não gostaram das verdades publicadas.

Após a negociação liderada pelos ilibados profissionais do sindicalismo rondoniense, os trabalhadores tiveram como benefício uma gratificação astronômica de 7,97% colocada no contracheque dos servidores. Essa significativa gratificação, pouco mais de R$ 100,00, no caso dos professores (e bem menos que isso para os demais trabalhadores da educação) durou cerca de cinco menos, sendo retirada pelo governo da cooperação no final de 2013.

Vale lembrar que, quando a greve começou, a pauta de reivindicação continha uns 20 itens, que foram reduzidos a uma gratificação temporária. O resultado foi uma grande revolta por parte dos trabalhadores, que naquela ocasião tiveram vontade de crucificar o magno sindicalista. Que coisa injusta! O que seria dos trabalhadores, se não fosse o ilibado jurista Nereu Klosinski dentro do sindicalismo de Rondônia?

O resultado que tive depois da greve, além dos pouco mais de cem reais, foram dezenas de processos impetrados na justiça de Rondônia contra minha pessoa, promovidos pelos mais ilibados profissionais do sindicalismo desse estado. Nem lembro mais a quantas audiências já tive que comparecer para me defender da ira dos sindicalistas dos SINTERO. Nem tenho noção de quantas ações ainda responderei, por ter questionado a inabalável conduta sindical dos dirigentes do sindicato da educação.

Claro que não sou a única pessoa a entrar na mira e na ira do ex-deputado Nereu Klosinski. Ele deve ter movido ações judiciais contra a Polícia Federal do Brasil, que o investigou quando tinha mandato no legislativo do estado. Pelas publicações de documentos na imprensa de Rondônia, a inabalável conduta sindical de Nereu também foi questionada pelo Ministério Público de Rondônia, que o acusa de ter desviado R$ 138.803,63 dos cofres públicos, na chamada “Folha Paralela”, resultado da operação denominada “Dominó”, conduzida pela brilhante Policia Federal do país. Já que considero Nereu a pessoa mais ilibada do sindicalismo, isto é uma injustiça do MP e da PF. Por que fizeram isso com o professor Nereu?

Aliás, o profissional do sindicalismo Nereu Klosinki esteve no mês de fevereiro em Cacoal, convocando novamente os trabalhadores da educação para uma nova revolução contra o governo da cooperação. Naquela ocasião, na presença de quase mil trabalhadores, Nereu sugeriu a uma colega que ela deveria “enrolar” até se aposentar, pois o governo de Confúcio não merecia respeito. Convenhamos, é uma sugestão, no mínimo, irresponsável. Nossos alunos não merecem ser enrolados. Aqui em Cacoal e, tenho certeza, em todos os outros municípios de Rondônia, os trabalhadores fazem um trabalho sério. Enrolar é coisa de sindicalista de conduta abalável, não deve ser o caso do ex-deputado.

Nesta mesma ocasião em Cacoal, cobrei do jurista Nereu Klosinki que o Estatuto do SINTERO fosse publicado nos site da entidade. Nosso sindicato é o único que não tem o estatuto publicado no portal. Na mesma hora, na presença de todos, o ilibado sindicalista me entregou uma “cópia do estatuto” e fez um discurso inflamado, falando da democracia, de ética, moral… Como naquele momento havia um debate emocionante, não tive tempo de ler o “estatuto de Nereu”. Ao chegar em casa, verifiquei que eram apenas algumas folhas, que continham apenas a estrutura da diretoria do sindicato. Não havia no “estatuto” nada sobre as eleições, nada sobre o Conselho Fiscal, nada sobre o andamento das assembléias e deliberações do sindicato. Cheguei a pensar que fui enganado pelo sindicalista Nereu Klosinki, mas depois lembrei que o considero uma pessoa das mais ilibadas de Rondônia. Ele não faria uma coisa dessas foi apenas um engano.

Por causa de fatos com os expostos aqui, muitos colegas da educação costumam dizer que Nereu, Claudir, João Ramão, Manoelzinho e outros dirigentes do SINTERO não trabalham, não são professores e tudo mais…Que injustiça de quem pensa assim! Eles são professores sim! Duvido que alguém consiga ensinar melhor a arte do sindicalismo.Sindicalismo também é profissão e foi justamente pensando nisso que percebi a injustiça que praticamos contra essas autoridades do ramo sindical.

Os questionamentos que fazemos não são as únicas injustiças contra a inabalável conduta dos dirigentes do SINTERO. O governo da cooperação também é injusto com alguns deles. Conheço uma senhora que é dirigente do SINTERO e está lotada a quase 500 km de onde mora. Confúcio deveria deixar de ser duro com essa senhora e lotar um pouco mais perto de casa. Que injustiça! Outra injustiça do governo contra eles é que Confúcio pagou a licença prêmio de Nereu, Claudir, Manoelzinho, enquanto muitos trabalhadores esperam até hoje…

Finalmente,como sei que o sindicato adora me processar, usando meu próprio e parco salário, oriento aos Oficiais de Justiça, de Cacoal e de outros municípios, que trabalho na escola Cora Coralina, na “Capital do Café”, onde posso ser intimado pela Justiça de Rondônia. Isso facilita a vida dos trabalhadores do judiciário. E também do advogado do SINTERO, que os ilibados sindicalistas usam para me processar.Quanto ao paradeiro destes profissionais do sindicalismo, só sei de uma coisa: nunca serão encontrados em escolas. Por estes e outros motivos é que, enquanto durar a gestão dessa diretoria, nunca mais faço greve… Tenho dito!

FRANCISCO XAVIER GOMES

Professor da Rede Estadual

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