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Eduardo Cunha volta a cumprir pena no Paraná, depois de dois meses em Brasília

Ex-presidente da Câmara dos Deputados havia sido transferido ao Presídio da Papuda para prestar depoimentos em processo derivado da Lava Jato

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O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) retornou nesta terça-feira (21) a Curitiba. O avião em que ele estava pousou no Aeroporto Afonso Pena pouco antes das 10h.
O político – condenado a 15 anos e 4 meses de prisão na Lava Jato – estava desde o dia 15 de setembro no Presídio da Papuda, no Distrito Federal.

Nesses dois meses em Brasília, Eduardo Cunha ficou aguardando a audiência em que foi ouvido pela Justiça Federal, em um processo a que responde sobre um suposto esquema de propinas envolvendo financiamentos do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal.

Transferência negada

Na segunda (20), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, negou mais uma vez o pedido de Eduardo Cunha para ser transferido para Brasília ou para o Rio de Janeiro.
“Não é conveniente a transferência definitiva do condenado para Brasília ou para o Rio de Janeiro, considerando o modus operandi da prática de crimes pelo condenado, com utilização de sua influência política para obtenção de vantagem indevida mediante corrupção”, diz o despacho.
Sendo assim, o deputado cassado deve continuar preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O peemedebista também responde a um processo no Distrito Federal, referente à Operação Sépsis.

Condenação na Lava Jato

Eduardo Cunha foi condenado no âmbito da Lava Jato a 15 anos e 4 meses de reclusão. Ele foi preso em outubro de 2016, antes da condenação. A sentença foi proferida por Sérgio Moro em março deste ano.
Na denúncia oferecida à Justiça Federal, o Ministério Público Federal (MPF) acusou Eduardo Cunha de receber propina em contrato da Petrobras para a exploração de petróleo no Benin, na África.

G1

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