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Eleitor rondoniense pode renovar ⅔ do Senado em 2018

Duas vagas serão abertas, uma de Raupp e outra de Ivo Cassol, que não quer reeleição

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O eleitor rondoniense terá uma grande oportunidade de renovar a representatividade do Estado no Senado Federal em 2018, já que serão abertas duas vagas, uma de Valdir Raupp (PMDB) que está em seu segundo mandato como senador, completando 16 anos no cargo e de Ivo Cassol (PP), que já anunciou não ser candidato à reeleição. Para Cassol, ele pode ajudar mais à população se for governador, “vim para o Senado acreditando que poderia colaborar com o crescimento de Rondônia e fiz muito, mas como governador posso fazer muito mais, como já fiz no passado”, avalia.

Com fama de centralizador, Cassol afirmou à PAINEL POLÍTICO que não pretende enfrentar a reeleição, “eu vou disputar o governo e vou ganhar. Se é para brigar por candidatura, vou lutar para governar meu estado de novo. A população reconhece meu trabalho e sabe que posso colocar a casa em ordem e é o que vou fazer. Meu tempo aqui no Senado encerra em 2018”, declarou.

Apesar do otimismo, o senador ainda tem um desafio pela frente, garantir o registro de sua candidatura, já que pesa contra ele uma condenação pelo Supremo Tribunal Federal em relação a obras em Rolim de Moura, quando era prefeito. Cassol se baseia na própria sentença da Corte e no voto da relatora, ministra Cármen Lúcia que afirmou “não ter havido dolo em suas ações” e que a condenação se baseou apenas em um critério técnico, que segundo Cassol já foi derrubado pelo Tribunal de Contas da União, “eu não roubei nada, não desviei nenhum centavo, as obras foram concluídas e entregues à população”, argumenta o senador.

Mas o grupo de Cassol deve lançar algum candidato ao Senado, cujo nome ainda não foi definido.

Confúcio é a pedra no sapato

Já o caso de Valdir Raupp é um pouco mais complicado. O senador quer a reeleição e alguns empecilhos à frente, um deles é uma virtual candidatura de Confúcio Moura ao Senado, deixando o PMDB, hipótese que vem sendo bastante debatida nos bastidores. O PSB seria o caminho natural, ou o PDT, de Acir Gurgacz com quem Confúcio não rompeu relações e mantém o grupo do senador no Governo. O Detran está sob controle da família Gurgacz desde o primeiro mandato de Confúcio Moura.

Esse é o maior indicativo de que o governador pode vir passar a rasteira em Valdir Raupp (senado) e Maurão de Carvalho (governo). Em 2013 Confúcio determinou o cancelamento do contrato de vigilância que o governo tinha com o ex-senador Expedito Júnior, que disputaria com Confúcio em 2014. Expedito foi derrotado e rompeu relações. Com Gurgacz não há nenhuma notícia de rompimento.

Além do mais, Raupp amarga um alto índice de rejeição junto ao eleitorado, inerente ao tempo que está no cargo e mais recentemente as acusações de que teria recebido propina em forma de doação de campanha de empresas investigadas na Lava Jato. Raupp sempre negou e afirma que todos os valores recebidos foram devidamente declarados.

Raupp também deve enfrentar os candidatos que, percebendo a fragilidade de sua condição, passam a aspirar pelo cargo. O próprio PDT, de Gurgacz avalia lançar o fiel escudeiro de Acir, Ruy Motta ao Senado; o deputado estadual Léo Moraes, nome que ganhou projeção estadual ao disputar a prefeitura de Porto Velho também flerta com a possibilidade, além de outros nomes como Aluízio Vidal (Rede), PSDB com Expedito Júnior, Mauro Nazif ou Jesualdo Pires (PSB) e outros que costumam aparecer e surpreender.

Pesquisas de consumo interno que estão sendo realizadas praticamente todas as semanas no Estado, colocam a reeleição de Raupp como “possível”, mas passível de ser derrotado por qualquer nome mais consistente ou de “última hora”. Com o PMDB afogado em lama, Michel Temer com a popularidade próximo a zero e a indignação do eleitorado com a classe política de uma forma geral, Raupp vai ter que se reinventar para conseguir se reeleger.

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