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Em 10 anos, país registra quase 1,3 mil mortes em acidentes náuticos

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Dados do sistema Datasus, do Ministério da Saúde, que contabiliza atendimentos médicos em todo o Brasil, aponta que, nos últimos 10 anos, 1.289 pessoas morreram em acidentes de transporte sobre a água. Somente Pará e Amazonas, locais onde a conexão entre as cidades é feita majoritariamente por barcos, registraram 610 casos, quase metade das ocorrências.

A Bahia, onde uma embarcação com 129 pessoas naufragou nesta quinta-feira (28/4), o que resultou na morte de dezenas de passageiros, fica empatado em segundo lugar com o Ceará entre os estados do nordeste com mais acidentes. Na última década, há registro de 37 mortos em cada um dos dois. O Maranhão lidera os registros, com 79 ocorrências.

Os dados vão de 2006 a 2015 (os números de 2016 ainda não estão concluídos). O ano mais letal nesse quesito foi 2008, quando houve registro de 187 óbitos — mais do que o dobro dos 77 casos registrados em 2006.

O número total de mortes dessa natureza tende a ser maior, uma vez que o Datasus depende do correto preenchimento de dados por parte das diversas unidades de saúde do país no momento dos atendimentos. O total de aforamentos no período, por exemplo, chega a 55 mil casos — mas inclui todos os tipo de afogamento.

Naufrágios
Uma lancha com 129 pessoas virou nesta quinta na Baía de Todos os Santos, no município de Vera Cruz, em Mar Grande, perto de Salvador (BA). Até as 13h45, ao menos 23 corpos foram localizados. Entre eles, o de um bebê de cerca de 1 ano, fotografado no momento da tentativa de salvamento (foto em destaque). Além disso, os socorristas haviam resgatado 89 pessoas com vida.

O menino recebeu atendimento em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os socorristas tentaram fazer reanimação cardiopulmonar por duas horas, mas não lograram êxito.

A embarcação, denominada Cavalo Marinho I, partiu da ilha rumo à capital baiana fazendo a travessia comercial.

Dois dias antes, o barco Capitão Ribeiro naufragou com 48 pessoas, no rio Xingu, no Pará. Até o fim da manhã desta quinta, havia 21 vítimas fatais do acidente. Pelo menos 23 pessoas haviam sobrevivido.

Segundo a Agência Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon-PA), o barco não tinha autorização para fazer o transporte de passageiros  e estaria irregular. A perícia na embarcação poderá determinar se havia segurança para os passageiros.

Fonte: metropoles.com

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