Em Bangu, Eike Batista divide cela com outros seis presos

Espaço tem 15 metros quadrados, quatro beliches e não tem vaso sanitário; empresário foi preso por suspeita de integrar esquema de propinas liderado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

O empresário Eike Batista ocupa uma cela de 15 metros quadrados, equipada com quatro beliches, na Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, no Complexo Penitenciário de Gericinó. A unidade é destinada para milicianos e ex-policiais militares. Eike divide o espaço com outros seis presos da Lava Jato que, assim como ele, não têm curso superior.

O empresário foi transferido para Bangu por questões de segurança após passar pouco menos de duas horas no presídio Ary Franco, carceragem da Polícia Federal do Rio conhecida como “masmorra”. O pedido para a transferência partiu do secretário de Administração Penitenciária (Seap), coronel Erir Ribeiro Costa Filho. “Tal medida se faz necessária uma vez que o Presídio Ary Franco também custodia presos ligados a facções criminosas”, justificou o secretário em ofício ao juiz Marcelo Bretas. Eike foi preso nessa segunda-feira, 30, ao desembarcar de voo vindo de Nova York.

Ele é suspeito de pagar propinas ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB-RJ), que também está detido desde novembro de 2016.

A cela não tem vaso sanitário – os presos fazem necessidades em um buraco no chão, conhecido como boi. No lado oposto, há um cano por onde sai água fria. A unidade sofre ainda com problemas de abastecimento de água e entupimento no sistema de esgoto, segundo funcionários da unidade. Os registros são abertos três vezes ao dia, de acordo com os servidores. A Secretaria de Administração Penitenciária negou os problemas.

Cada preso tem direito a levar uma televisão de 14 polegadas e um ventilador. Eles recebem quatro refeições ao dia – café da manhã e lanche, composto de pão com manteiga e café com leite; almoço e jantar, em que são servidos uma proteína, arroz ou macarrão, feijão, e legumes, além de refresco e sobremesa (fruta ou gelatina).

A família de Eike terá de fazer a carteira de visitante, que permite o acesso ao Complexo Penitenciário. O documento fica pronto entre 15 dias e um mês. Antes desse prazo, é possível pedir à secretaria autorização especial para visita.

Fonte: Oestadão.com

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