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Em entrevista, Expedito Júnior fala sobre eleições e inelegibilidade

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O ex-senador Expedito Júnior, em entrevista ao site Tudorondonia publicada neste fim de semana, falou sobre as eleições deste ano, sua inelegibilidade, governo Confúcio, briga com Cassol e sobre o registro de sua candidatura. Veja a íntegra da entrevista, concedida ao jornalista Carlos Araújo:

Especificamente sobre sua possível inelegibilidade ,  esse paulista de Guararapes, vivendo em Rondônia desde 1982, quando atendeu ao chamado do Governo Federal para vir para a então mais nova fronteira agrícola do Brasil, garante que conseguirá o registro da Justiça Eleitoral para, finalmente , concretizar o sonho que a aprovação da Lei 135/2010 (Lei da Ficha Limpa) lhe tirou nas eleições daquele ano, quando ele era um dos favoritos. “O que há é desespero dos adversários, que tentam enganar o povo, com essa conversa de que não consigo registrar minha candidatura. Mas peço ao povo que fique tranqüilo, porque não tenho duvida que a Justiça Eleitoral vai me conceder o registro”, afirma.

Na conversa com o jornalista Carlos Araújo, Expedito Gonçalves Ferreira Júnior, ou simplesmente Expedito Júnior, é instigado a falar de sua trajetória política, de seu rompimento com aquele que pode ser considerado seu criador enquanto político, o atual senador Valdir Raupp, e o desentendimento com o senador Ivo Cassol, que o declara seu inimigo público número um. “Fui convidado pelo Raupp a ingressar no PMDB, mas não o tenho como meu pai na política. Sempre tive estilo próprio, bem diferente do dele e, lá na eleição de 90, eu segui um caminho e o Raupp outro”, esclarece, lembrando que se manteve fiel a projeto do PMDB e apoiou a candidatura do então vice-governador Orestes Muniz, enquanto o Raupp se filiou ao PRN do Collor e virou candidato a governador.

Sobre o rompimento com o senador Ivo Cassol, Expedito afirma que não houve briga e não tem o problema da denúncia de compra de votos que lhe custou o mandato de senador como estopim desse rompimento. “Não tenho problemas com o senador Ivo Cassol. Ele é que, quando quer se distanciar de um parceiro político, cria uma série de situações que só existem na cabeça dele”.

Tendo participado de praticamente todas as administrações estaduais desde o governo de Jerônimo Santana, Júnior é, às vezes, chamado de traíra pelos adversários. Mas ele garante que nunca traiu ninguém. “Apenas acredito que você não deve seguir seu parceiro político quando se perde a afinidade. E eu não vou para o buraco com alguém que está cometendo erros e que não gosta de ouvir a opinião dos outros”, observa.

Nesta entrevista, Expedito Júnior fala ainda de sua trajetória inicial na então nascedoura cidade de Rolim de Moura, de sua infância no interior de São Paulo e de seus planos para Rondônia. Ele não considera uma dificuldade a transpor o fato de ser da mesma base eleitoral que outras três grandes lideranças regionais: o senador Raupp, o senador Ivo Cassol e a deputado federal Marinha Raupp, todos de Rolim de Moura.

Confira, a seguir, a entrevista na íntegra:

Carlos Araújo – Quem é Expedito Junior, de onde veio qual a sua origem e sua formação?

Expedito Júnior – Eu sou de Guararapes, interior de São Paulo. Vim para Rondônia em 1982. Lá, em Guararapes, acordava três horas da manhã para tirar leite e durante a noite eu estudava. Já trabalhei como quitandeiro, durante parte do dia, e no horário de almoço eu entregava jornal, no caso era a Folha de São Paulo, e em meu primeiro mandato eleito em 1986 quando fui eleito deputado federal, a Folha de São Paulo reservou a capa para mim, que estampava. Ex-funcionário da Folha é eleito deputado federal em Rondônia. Mas também, com muito orgulho, fui engraxate no interior de São Paulo. Então, vim para Rondônia, por causa daquele chamado do Teixeirão e do Governo Federal, que convidava as pessoas para desbravar Rondônia. Cheguei em 1982 e fui direto para Rolim de Moura, onde comecei a trabalhar no ponto de ‘chapas’. Era carregador de caminhão e não tenho nenhuma vergonha de falar isso. Em seguida, recebi o convite de trabalhar na prefeitura, com o prefeito João Franco de Moraes e aceitei. Depois, vi que o salário do servidor público era muito pouco, fui também trabalhar em uma madeireira. Então eu trabalhava na madeireira, e à noite, era professor de matemática. Era uma época em que se correu muito dinheiro em Rolim, as pessoas diziam que era a época do ouro verde, que era a madeira, e Rolim tinha, se eu não me engano, 120 serrarias. Isso era o progresso né. Foi nessa época que, conhecendo os alunos, fui conhecer um pouco da política da região. E eu nem gostava de política. Recebi na época até o convite do Valdir Raupp para me filiar ao PMDB. Filiei-me ao PMDB, fui candidato e eleito o vereador mais votado da cidade. Isso em 1984.

Carlos Araújo – Então essa foi sua primeira eleição, e foi em Rolim de Moura?

Expedito Júnior Sim foi a minha primeira eleição, e foi em Rolim de Moura em 1984.

Carlos Araújo – Podemos dizer então que o político Expedito Junior, é uma cria do senador Valdir Raupp?

Expedito Júnior Não. Não vou dizer que eu sou uma cria do senador Valdir Raupp, digo que vim pelas mãos dele ao PMDB, mais ele sempre teve o estilo dele e eu tenho o meu. Eu sempre tive um estilo próprio, e não recebo essa paternidade política, digo que vim ao PMDB pelas mãos dele ai sim.

Carlos Araújo – Em 1987, com á ascensão do governador Jerônimo Santana, o senhor veio a ser secretario de estado.

Expedito JúniorIsso depois que eu pedir meu mandato de deputado federal já em 1987.

Carlos Araújo – Qual é a história dessa perda do primeiro mandato de deputado federal?

Expedito JúniorHouve uma duplicidade de nomes, teve outro Júnior, Osvaldo Oliveira Júnior, que era conhecido como Osvaldo dos Periquitos, era garimpeiro. Ele registrou o codinome de Júnior também e ouve um erro do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) que registrou os dois codinomes de Júnior. Então, como se saberia de quem eram os votos. Por exemplo, em Rolim de Moura os votos eram praticamente todos meus eu sabia, mais eles não entenderam assim, e por motivo de não poder afirmar de quem seria os votos, eu pedir o mandato. A convite do Jerônimo, eu deixei de ser deputado para ser secretario, mas, por quê? Porque eu estava na vaga do Chagas Neto, na época o Chagas estava aqui como secretario de Obras e estávamos em plena Assembléia Nacional Constituinte. Eu passei a ser o primeiro suplente, e passei a ocupar a vaga do Chagas Neto e, na época da votação do capítulo da reforma agrária, eu tinha os meus ideais. Lembro-me como se fosse hoje, o Chagas chegou e disse: olha Expedito você vai ter que votar assim, e assim. Ai eu disse: olha Chagas, assim não dá, você escolhe: ou você vai ser secretário de Obras do Governo, ou você vai ser deputado federal, os dois você não vai ser. Então, você se define. O Chagas reassumiu o mandato para continuar a Constituinte e eu voltei a Rondônia para ser secretário de Trabalho e Promoção Social.

Carlos Araújo – As suas posições na Constituinte naquele momento era progressista e não batia com a do Chagas que era mais conservadora, é isso?

Expedito JúniorA minha posição política era progressista, eu fazia parte do bloco dos jovens, o jovem que naquela época chegou pedindo quatro anos para o Sarney; o jovem que chegou pedindo reformar agrária, diminuição das horas semanais dos trabalhadores ou seja, por mais que eu estivesse no PMDB, cheguei com os meus ideais. Eu ainda não conhecia direito os partidos políticos e não tinha muito esta questão de defender muito as questões partidárias. Eu fui pra lá para defender aquilo que eu achei que era possível um parlamentar fazer.

Carlos Araújo – O senhor estava lá, em defesa da sociedade?

Expedito JúniorSim, da sociedade.

Carlos Araújo – Qual a idade de Expedito Junior hoje?

Expedito Júnior – 50 anos

Carlos Araújo – É casado com a dona Val Ferreira e tem dois filhos?

Expedito JúniorExpedito Neto, formado em Direito, e Carol Ferreira, tentando a Medicina.

Carlos Araújo – O senhor se lembra de algum ponto, durante a Constituinte em que levantou alguma bandeira, alguma emenda sua naquela época?

Expedito JúniorApresentei e não obtive êxito, lembro até hoje. Apresentei uma emenda sobre cálculos do cociente eleitoral, de modo que os oito mais votados seriam os oitos eleitos, independentemente de partido e tamanho de partido. Queria acabar com esse cociente eleitoral, mas não foi à frente, não teve condições, não passou. Os outros não tiveram muitas condições e não foram à frente porque naquele momento nos estávamos montando a Constituição, trabalhando nela. Era praticamente o Brasil inteiro apresentando proposta e tentando fazer valer os seus direitos dentro do Congresso Nacional e aquilo era uma loucura. Aquilo parecia uma feira, todo dia tinha representantes de todas as categorias brigando para conseguir ser reconhecido dentro da Constituição. Eu lembro – e você vê que até hoje algumas categorias ainda não são regulamentadas, e não são reconhecidas – que naquela época já discutíamos muito isso. Precisávamos colocar isso não Constituição, mas não tinha como estudar caso a caso. Você vê hoje a primeira categoria reconhecida, comigo já como senador, foi a dos técnicos em informática. Não havia o reconhecimento dessa categoria. Eu fiz o projeto e foi a primeira a ser reconhecida e com muita luta, porque o Congresso entendia que isso tinha vicio de iniciativa, só que quem podia apresentar isso era o executivo, e o legislativo não poderia apresentar. Mas foi o primeiro projeto de lei sobre regulamentação profissional que eu apresentei. Com isso, depois nós regulamentamos moto-taxi, e muitas outras categorias.

Carlos Araújo – A profissão de médico veio a ser regulamentada agora né?

Expedito Júnior – Eu abrir, com essa regulamentação do técnico em informática, a porta para que a comissão, que sempre era contrária a maioria dos pareceres, aceitar, pois seus integrantes acreditavam que esses projetos sofria de vicio de iniciativa e quem teria que fazer era o governo federal.

Carlos Araújo – Em que momento se deu o seu distanciamento, ou rompimento com o Raupp, porque vocês são na verdade da mesma matriz política?

Expedito Júnior Nunca houve um rompimento com o Raupp. A única coisa e que naquela eleição de governador de 1990 eu tinha um compromisso com o Orestes. O Orestes era o vice do Jerônimo Santana, era o meu candidatado, era o candidato do Raupp. Naquela ocasião o Jerônimo jogou com dois candidatos, na verdade ele jogou com um o candidato dele, que era o Raupp e nunca foi o Orestes, e nos sabíamos disso, que por baixo do pano o candidato dele era o Raupp, mas, para o público, certamente era o Orestes. Ele havia colocou o Raupp no DER um ano antes e o Raupp, muito competente, fez muito, recuperou e reabriu as estradas, que naquela época era o principal gargalo das ações do Governo. O Jerônimo deu condições ao Raupp e ele fez o nome dele. Como faz hoje o governo do Confúcio com o Lúcio, na época o Jerônimo fez com o Raupp no DER.

Carlos Araújo – Isso na eleição de 1990.

Expedito JúniorIsso. Então não houve um rompimento, ou um distanciamento. Comecei, naquela eleição a segui meu caminho e fiquei com a candidatura do Orestes, que saiu candidato a governador pelo PL. Carlinhos, eu sou tão fiel, tão fiel, que naquela época eu fiquei fora do meu mandato por conta da lealdade ao Orestes, porque o Olavo elegeu os oitos deputados federais. Cito como exemplo o deputado Pascoal Novaes de Ariquemes, eleito com pouco mais de três mil votos, e o Maurício Calixto, com seis mil e poucos votos. E fiz mais de vinte mil votos e fiquei de fora. E porque eu fiquei de fora? Porque eu não quis me filiar ao PTB. Lembro-me como se fosse hoje: o Mário Calixto, que naquela época era articulador do Olavo, e o próprio Olavo, os dois tentando me filiar ao PTB. E eu disse: não vou. E foi por conta disso que fui para o PL, e a minha ida para o PL se deu para ajudar o Orestes Muniz.

Carlos Araújo – Ai teve a eleição, e o Orestes perdeu no primeiro turno. Aquela foi à primeira eleição em dois turnos, conforme estabeleceu a Constituição promulgado em outubro de 1988.

Expedito JúniorAí, eu apoiei o Piana. 

Carlos Araújo – Foram para o segundo turno naquela eleição o Olavo e o Raupp, e nesse intervalo o Olavo foi assassinado, e voltou à disputa o terceiro colocado, que era o Pianna, ficando assim o Osvaldo Pianna e o Valdir Raupp para a disputa. O que levou Expedito a optar por apoiar o Pianna, e não o Raupp que era um companheiro seu? 

Expedito JúniorAí é porque nos tínhamos criado um atrito natural com o Raupp, por causa da candidatura do Orestes, por causa da saída do Raupp do grupo. Mas foi uma questão natural em que não houve desentendimento. E respeito muito o Raupp como político até hoje.

Carlos Araújo – E no governo do Piana qual foi a sua participação?

Expedito JúniorNenhuma. Não participei do governo dele, não indiquei ninguém. E foi a partir daí que eu decidi seguir o caminho empresarial.

Carlos Araújo – E no campo empresarial, quais foram os caminhos que o Expedito trilhou?

Expedito Júnior – Foi no ramo de segurança, desde o governo do Piana. Depois, até abrimos uma empresa de transporte de malote, que mais tarde se acabou, pois quase não se faz transporte de malote. Hoje é tudo por meio eletrônico.

Carlos Araújo – Qual a avaliação que o Expedito faz do governo do Jerônimo Santana. Você acha que ele acertou que ele foi um bom, ou ruim governo para Rondônia?

Expedito JúniorEu acho assim que cada um fez o seu papel que cada um fez a sua parte Carlinhos, que cada um fez e construiu um pouco, errando e acertando. O Jerônimo fez muito. A gente há de reconhecer, porque a maioria desses colégios que temos hoje foi ele quem construiu na época, as reaberturas de estradas. A maioria delas foi na gestão dele. Mas, ele pecou e pecou feio quando atrasou o salário dos servidores públicos. Eu digo que salário de servidor publico é sagrado, você não pode atrasar salário de servidor publico. E ele pecou bastante nessa parte, já que chegou ao fim do governo não me recordo muito bem, mais com 5 ou 6 folhas de pagamentos atrasadas. Outro erro, no meu ponto de vista, é que o Jerônimo fazia um tumulto muito grande na sua gestão. Ele brigava muito, brigava com o Ministério Publico, brigava com o Tribunal de Justiça, ele brigava com a Assembleia. Hoje, a sociedade não quer isso e não precisa disso. Não precisa está brigando com os Poderes. Lógico que tem que tem de defender o estado, a sociedade o povo, mas, o Jerônimo, infelizmente errou neste aspecto e não conseguiu trabalhar em harmonia com os Poderes.

Carlos Araújo – E ao governo que vem na seqüência, o do Pianna, a quem se atribuem coisas boas por parte de alguns e coisas ruins por partes de outros?

Expedito Júnior – O problema maior do governo do Pianna foi que durante seus quatro anos de administração ele teve que tentar explicar para a sociedade que ele não matou Olavo Pires. E eu conheço o Pianna, sei da vontade dele de fazer muito por Rondônia. Ele queria ter feito muito, mas, infelizmente, ele ficou amarrado. O governo dele parou nesse conflito com a morte de Olavo Pires. E eu acredito que o Piana não teve nada a ver com a morte de Olavo, mas, infelizmente, ele passou o tempo todo tendo que provar isso a tudo e todos.

Carlos Araújo – Como empresário no ramo de vigilância, o senhor atuou ou teve negócios com todos os governos desde o governo do Pianna?

Expedito JúniorNo do Piana sim, foi quando iniciei nesse ramo.

Carlos Araújo – E no governo do Raupp e nos seguintes?

Expedito JúniorNão. Eu saí do ramo. Nós tínhamos perdido o governo, e você sabe que se o governo atrasar o pagamento um mês ele quebra a empresa. E como o Raupp tinha ganhado o governo e eu tinha apoiado o Chiquilito, eu falei vamos sair. Na época, eu também tinha uma rede de distribuição da Brahma aqui em Porto Velho, sai fora totalmente.

Carlos Araújo – Depois no governo do Bianco você voltou a atuar?

Expedito Júnior: Não. No governo do Bianco eu não atuei não. No governo do Binaco eu era parlamentar, era deputado federal, e continuei com o meu mandato e não atuei no ramo da vigilância não.

Carlos Araújo – Muito se fala das suas participações em governos de outros políticos. No governo do Ivo Cassol, por exemplo, o senhor tinha a participação no ramo de vigilância?

Expedito JúniorIsso, só no segundo mandato. No primeiro, não.

Carlos Araújo – Para quem atua no ramo de vigilância o melhor ou o único negocio é trabalhar para o governo?

Expedito JúniorSim. Para os governos estadual e federal. Para o municipal nem tanto. Mas os outros dois são as melhores formas de negócio.

Carlos Araújo – No inicio do governo do Confúcio o senhor teve uma grande participação nesse ramo, mais depois houve um problema que acarretou o fim do contrato. Esse rompimento do contrato tem alguma coisa a ver com a sua posição política hoje, já que o senhor apoiou o então candidato Confúcio Moura no segundo turno da eleição de 2010?

Expedito JúniorCarlinhos, eu sempre quis acreditar que não, até por conhecer a pessoa do Confúcio por entender que seria um político diferente, que seria um político democrata, não estadista, pois está longe de ser estadista. Eu quero crer que não. Porém, em uma entrevista ao programa do Amilton Alves, na rádio dos Muletas, lá em Jaru, o governador assumiu que foi ele que pediu para romper o contrato, por entender que estava gastando demais isso e aquilo. Eu respeito a decisão dele, afinal ele é o governador, e se ele entendeu que deveria se trocas a vigilância armada e presente, por uma vigilância eletrônica é um direito dele. Só acho que ele foi aconselhado mal, e quis dizer que deu certo em outros estados. Acho que ele não viu em nenhum, pois os que têm a vigilância eletrônica têm também a presencial, não tem aquele que só tem a vigilância eletrônica.E segurança patrimonial inclui, Carlinhos, para mim também até a tranqüilidade dos alunos e dos profissionais e pessoas que por ali circulam. Alem disso, ele assumiu que demitiu 2.800.00 pais de famílias.

Carlos Araújo – Qual a sua avaliação do governo do Confúcio, já que foi uma administração que você teve participação no inicio:

Expedito JúniorVeja bem, Carlinhos, eu acho que o Confúcio errou feio. Primeiro porque ele fez duas boas administrações em Ariquemes. Há quem diga que quem tocava a prefeitura era o Márcio, seu vice. Mas eu acredito que tenha sido ele, que era o prefeito, e fez uma das melhores administrações da historia de Ariquemes. Agora eu acho que ele não teve a mesma felicidade aqui ou ele não teve o Márcio para ajudá-lo nesta questão do governo do Estado. Acredito que faltou ao Confúcio comando, faltou ao Confúcio manter a rédia curta. Ele perdeu as rédias do estado, não tem o comando do estado na mão. Cada secretário manda na sua pasta e cada secretário, manda para si. Outro grande erro do Confúcio foi lotear o Governo com outros partidos políticos. O PT assumiu a secretaria de Agricultura, não fez nada pela nossa agricultura. O PT assumiu o Idaron. Assumiu, enfim, toda a cadeia produtiva do estado. E outros partidos foram contemplados com seus nacos de poder no Governo. Todos assumiram. O PSDB foi o único partido que não assumiu nada, pois não havia negociado nada para apoiar o Confúcio. A única coisa é que eu desejei a ele uma boa gestão, e que ele administrasse Rondônia como ele administrou Ariquemes, mas ele não conseguiu imprimir e fazer isso. Eu tenho sempre dito que respeito o Lúcio (Mosquini), muito gosto do Lúcio. Agora essa questão de dizer que o Lúcio é forte, o Lúcio manda no governo não é bom. Quando você tem um secretario muito forte, é porque o governo é fraco, e quem tem de ser forte é o governador, pois o povo não elege secretário, o povo elege governador. E o povo tem e vai cobrar do governador e não do secretário, porque o povo votou no governador e não no secretário. Quem olhou para o povo e prometeu melhorias no estado foi o governador, e não o secretário. Depois não adianta ele colocar um secretário para responder a tudo e fazer tudo no Governo.

Carlos Araújo – Qual foi o motivo do seu rompimento com Ivo Cassol?

Expedito JúniorPrimeiro não fui eu que rompi com o governador Ivo Cassol. Foi ele que rompeu comigo por conta própria. Ele cria fantasmas. O Ivo é o seguinte: quando ele quer romper com alguém, quando ele acha que tem que seguir o caminho dele, ele cria algo contra uma pessoa, coloca aquilo na cabeça, e passa a acreditar naquilo que ele criou. O Ivo é assim. Está sendo assim comigo depois vai ser assim com o Neodi, e vai ser assim com outras pessoas. O Ivo, enquanto você esta ali do lado dele e está sendo útil pra ele, ele também é ótimo e beleza. Ai quando ele acha que você não está mais sendo útil ele começa a colocar defeito, e faz o que achar que pode com você. Isso para mim não serve. Mas eu não rompi nada com o Ivo. Ele que rompeu sozinho. Ele queria que eu fosse candidato ao Senado nas eleições de 2010, e eu disse que não iria. Você acha que se saísse eu, o Ivo e o Raupp candidato ao Senado, nem palanque na verdade teria para mim, eu não teria chance. Eles não me dariam nada. Eu disse não quero, serei candidato a governador. Na ocasião eu lancei até uma proposta para ele. Que ele lançasse o Neodi governador, e o Neodi queria, e eu sairia como vice do Neodi. Nada contra o Caúla, que é meu compadre, mas, infelizmente, o Ivo não preparou o Caúla para ser governador. Quando o Caúla foi vice era para ele estar entregando semente, visitando o estado, estar andando, representando, e não pescando. Era para estar visitando e andando e se preparando, e fortalecendo o compromisso de ser candidato e ele não fez. Me desculpe, mas não sou aventureiro para entra em qualquer proposta e qualquer projeto. Naquela época, o Cassol queria que eu apoiasse o Caúla e fosse candidatado a senador. Eu somente disse que não, e que eu seria candidato a governador. Ali foi nossa ultima conversa. Não houve discussão e nada parecido. Mas não deixo de prestar meus elogios a ele como governador. Ele foi um ótimo governador. Já como senador ele está fazendo um mandato pífio, não fez nada do que ele falou que chegaria lá e que iria chutar o pau da barraca e apoiar nosso estado.

Carlos Araújo – O senador Ivo Cassol nunca escondeu de ninguém, que faria de tudo para que o senhor não fosse eleito governador certo.O senhor teme que ele possa te prejudicar nas eleições?

Expedito JúniorNão, nenhum pouco. O povo não é massa de manobra. Se tiver político que acha que o povo ainda é massa de manobra, ele é quem cairá no esquecimento. O povo não se deixa ser como antigamente.

Carlos Araújo – Qual é a real historia daquela acusação de compra de votos nas eleições de 2010, que lhe custou o cargo de senador?

Expedito Júnior – Aquilo dali foram cinco vigilantes da empresa do meu irmão, empresa da família né, da empresa Rocha Vigilância, que na verdade denunciaram que ouve a compra de voto. Essa denúncia foi feita na Policia Federal e, a partir daí, a Policia começou a investigação. Hoje a Policia Federal, por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está investigando e é bom que – é a primeira vez que eu estou falando disso Carlinhos, eu nunca tinha falado disso em lugar nenhum -, a Policia está investigando a possível farsa e a possível compra desses vigilantes para ter feito o que fizeram. Está sendo tudo investigado. Estão sendo investigado o senador, seus assessores, os vigilantes, em uma investigação feita pela PF. Eu dizia que levaria isso para o túmulo, que nunca seria ao certo descoberto. Mas, de qualquer forma, eu afirmo que nunca fiz e nem tinha subsídios para fazer isso. Fujo de compra de votos e, afinal, sempre fui muito bem votado em todas as eleições que concorri. Mas, nesse caso de compra de voto, eu fui condenado. Respeito a decisão da Justiça, mas nunca concordei com isso, porque afinal eu nunca comprei voto. Foi uma decisão que me foi imposta injustamente. Em mais de 30 anos de vida publica eu nunca respondi por nenhum desvio de dinheiro, e a nenhuma denúncia disso ou daquilo. Infelizmente tenho esse processo, que de uma certa forma manchou minha biografia, manchou meu nome com uma decisão da Justiça Eleitoral por algo que eu não fiz.

Carlos Araújo – O Expedito Junior é um traíra ou é um companheiro de todas as horas?

Expedito JúniorEu nunca traí ninguém. A questão e de companheirismo. Acredito, no entanto, que ninguém é obrigado por questão de companheirismo ir para o buraco por causa de ninguém ou junto com alguém.

Carlos Araújo – O fato do senhor, o senador Ivo Cassol, mais o senador Raupp e a deputada federal Marinha Raupp, todos lideranças regionais, pertencerem a uma mesma base eleitoral dificulta o entendimento entre vocês?

Expedito Júnior – Não. Eu não tenho problema nenhum com a Marinha, não tenho problema nenhum com o Raupp e com nenhum. E pode ter certeza que se der certo amanhã um projeto nosso que venhamos a governar o estado de Rondônia, eu vou fazer um trabalho com a nossa bancada federal. Independentemente de quem esteja lá, até o próprio Cassol. Se o Ivo Cassol for senador, e eu governador, eu irei normalmente ao gabinete dele cobrar aquilo que é de direito do meu estado. Quando se fala em Rondônia, a classe política tem que acabar com essa hipocrisia, porque quando o assunto é o Estado nós temos que sentar todos a mesma mesa e esquecer as diferenças, pois nessa hora falamos em um Estado que necessita do melhor de cada um.

Carlos Araújo – O Expedito Junior é ficha suja?

Expedito Júnior Não, sou ficha limpa graças a Deus. E quem dirá isso é o T.E Ficha suja não disputa eleição.

Carlos Araújo – Em que momento o Expedito pretende apresentar essa certidão de que tem condições de disputar a eleição desse ano?

Expedito Júnior – Na hora que for necessário apresentar a documentação para a permissão de disputar a eleição. Que é ate o dia 5 de julho.

Carlos Araújo – Por que o senhor quer ser governador de Rondônia?

Expedito Júnior – Eu não vou entrar naquela de dizer que eu sempre tive o sonho de governar o meu estado, não é isso não, porque esse é o sonho de todo mundo. Quem não quer ser governador?Eu entendo que me preparei para isso, desde quando o Teixeira foi governador nomeado, eu fui o vereador mais votado de Rolim, e eu acompanhei desde a administração do Teixeira até a atual administração do Confúcio. E eu vi os acertos e os erros de cada administração e tenho dito sempre o seguinte: o Expedito não pode errar, a minha cota de erro ficou no passado. Com 50 anos de idade hoje, no meu dicionário a palavra que eu tenho grifado sempre é acertar, acertar, acertar, e é o que eu preciso fazer. É preciso construir algo diferente e acredito que é possível junto com a sociedade construir uma vida melhor para todos, melhorar a qualidade de vida da nossa população. Temos dois exemplos: o do governo passado e o deste governo. O do governo passado, que mandava muito. Mandava até onde não lhe convinha. E o governo atual, que manda pouco. Tão pouco que, quase não manda nada. Nós temos que construir um governo meio termo, democrata. E um governo que respeite a sociedade, os trabalhadores do nosso estado, os nosso servidores públicos. Mas, acima de tudo, um governo que decida, pois governador não pode ficar em cima do muro. Governador não pode perder o time. Governador tem de decidir, tem que construir, mas sempre ouvindo a sociedade. Quem realiza ouvindo a sociedade tem menos chance de errar. E é isso que eu quero construir, uma ponte com a sociedade. É para isso que eu me preparei. No meu mandato de senador por dois anos e dez meses, acho que conseguir imprimi um bom ritmo. Se consegui a mesma dinâmica, nessa nova empreitada, acho que farei um grande mandato como governador do Estado. Eu entendo que estou preparado para ser o governador do Estado de Rondônia.

Carlos Araújo – No caso de você se tornar governador, quais seriam os três principais eixos a serem trabalhados?

Expedito Júnior Eu acho que essa questão de eixos é meio contraditória, pois houve governos como o de Fernando Cardoso que definiu cinco eixos. O governo passado definiu como eixo principal de atuação o das estradas e o atual escolheu a saúde. Nenhum resolveu questão alguma. Eu entendo que o próximo governador do estado tem que ter uma visão ampla, mais sem perder de vista a questão da empregabilidade. Acredito que a grande discussão nossa vai ser a geração de emprego e renda, para a nossa juventude, principalmente os jovens do interior, que estão deixando suas famílias para irem para os grandes centros. Outra coisa é a educação, que é mais que fundamental. Para mim, tudo tem que ser norteado pela educação. Eu quando falo em geração de emprego, falo em geral, e de todas as formas. Vou te dizer uma, só como exemplo: transforme os nossos presídios em presídio-indústria, e eu entreguei antes do governador tomar posse, um DVD, para se criar aqui a possibilidade de ter um presídio-indústria, igual ao que existe no Paraná e agora o modelo é o de Minas Gerais. Aí o adversário político pensa assim: onde o Expedito vai arrumar dinheiro para fazer isso. Isso é a maior ignorância do mundo. Na hora que um governador fazer um bom projeto e apresentar um bom relatório, os próprios empresários vão se interessar em construir os novos presídios. Aí nós vamos ter e os presidiários trabalhando para ajudar suas famílias. Sabemos que o presidiário não pode trabalhar com carteira assinada, mas devem trabalhar para aprenderem uma profissão e não saírem de lá piores do que entraram. Porque, infelizmente, o cidadão é preso por ter cometido uma pequena infração, às vezes entra ladrão de galinha e sai com PHD em assato a banco e outros crimes mais pesados. Sabemos que mente vazia é oficina do diabo e é nossa obrigação, é o nosso papel ressocializar o individuo.

Carlos Araújo – Politicamente falando, o senhor tem uma dificuldade a ser transposta, sendo de Rolim de Moura, onde tem outras duas grandes lideranças estaduais. O município de Ji-paraná que tem um prefeito que esta fazendo um bom trabalho, já está fechado com o Confúcio, o outro pólo, que é Vilhena, sofre influencia do senador Cassol, Porto Velho na administração do PSB também estaria fechada com o Confúcio Moura. Então onde o senhor vai buscar esse esses apoios regionais para sua campanha?

Expedito JúniorCom o povo Carlinhos. Não quero construir isso com prefeito, já falei isso para você desde o inicio, que não existe mais esse negocio de fazer do povo massa de manobra. Eu quero construir isso com a sociedade, afinal eu não vou governar para o prefeito, eu vou governar para o povo da minha terra, independentemente do prefeito que vier para o meu palanque.

Carlos Araújo – Em falar em prefeito como o senhor avalia a administração do prefeito Mauro Nazif, em Porto Velho?

Expedito JúniorMuito ruim. O Mauro passou quatro anos batendo na administração do Roberto, ai quando ele assumiu a Prefeitura ele disse que não conhecia a real situação do município. Então ele esta patinando. Espero que ele engrene. Vou te falar uma coisa: falando com pré-candidato – até porque o novo presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, disse que quem quer ser candidato tem que começar a falar de propostas e de projetos – que tenho projetos para Porto Velho. Nosso projeto é a criação da Secretaria Metropolitana para Porto Velho. Como Governador, vou competir com o prefeito Mauro Nazif e olha que não é difícil competir com o Mauro. Mas eu vou competir com o prefeito Mauro Nazif. Temos que olhar para Porto Velho e dar as mãos, para mudar Porto Velho e Rondônia em si, que está há anos luz atrás de cidade que ate pouco tempo eram o que eram. Basta olhar hoje para cidades como Manaus, Rio Branco, Boa Vista, para ver que temos de fazer um choque de ideias e mudar nossa cidade e eu se eleito. Irei fazer isso. Eu digo a você: não serei um governador de gabinete. Eu vou andar na rua, no meio do povo, e dos problemas e me juntar a prefeito e quem mais quiser para mudar Rondônia.

Carlos Araújo – Sendo do PSDB como é que o senhor vê essa aproximação, ou a possibilidade de uma coligação entre o Partido dos Trabalhadores e o grupo do senador Ivo Cassol tão antagônicos até recentemente?

Expedito Júnior – Eu vejo como a água e o óleo. Não vejo a mínima condição para eles caminharem juntos. Eles até podem querer fazer isso, mas eles teriam que discutir isso primeiro com a sociedade para ver o que a sociedade pensa. Esse negócio de querer o poder pelo poder é muito ruim. Acho que você tem que construir isso na intenção de melhorar a condição de vida do povo. Não vejo que eles estão tratando disso, e não vejo essa situação de alinhamento do PT com o PP, podem até levar a sigla, mas acredito que o padre Ton Terá problemas com a sua militância e o PP também.

Carlos Araújo – Olhando um pouco para o plano nacional, as pesquisas tem mostrado que o candidato Aécio Neves, do PSDB, que é o seu partido, tem crescido e já ameaça a eleição da presidente Dilma. O que muda ou o que amplia isso no panorama para a sua campanha?

Expedito JúniorEu não tenho dúvida que, aqui no estado nos vamos ganhar na questão de votos para a eleição nacional, afinal sempre nos destacamos aqui na representação das eleições para presidente. Isso facilita muito, porque se concretizando a eleição do Aécio e a eleição do Expedito, então ficando o Aécio em Brasília e o Expedito em Rondônia, quem tem a ganhar com isso é o estado de Rondônia, por causa da minha habilidade e pela minha ligação com o Aécio. As minhas ligações políticas com meu partido e com outros, que fiz quando estive em Brasília como senador, sem contar as bandeiras de nosso estado como a transposição que eu nem vou pedir do Aécio, pois já é um direito nosso. Se isso acontecer só teremos a ganhar.

Carlos Araújo – Isso significa que, se o Expedito for eleito governador, e a presidente Dilma reeleita haverá dificuldades?

Expedito Júnior Eu penso sempre da seguinte forma: seja quem for presidente da República, os direitos do meu estado, do nosso estado, eu vou buscar, pois eu não sou de ficar quieto e nem de baixar a cabeça. Não sou de dizer amém, eu sou de partir para cima, e é isso que eu vou fazer. E, uma vez reeleita, a presidente Dilma terá que me respeitar como governador de Rondônia. Nessa vinda dela aqui ao Estado para fazer um passeio turístico – ela não veio aqui para ver desabrigado, ela veio para fazer um passeio turístico – nossa bancada tentou tratar com ela questões relevantes para o Estado, como a transposição, ela falou que não estava na pauta. Se fosse eu o governador – nem precisava ser governador do estado, bastava estar no exercício do mandato de senador da republica mesmo -, ela ia ter que me ouvir. Ela ia ter que me respeitar, porque a pauta quem faz não é ela a pauta quem faz é o Estado. Como é que ela vem aqui uma vez nada vida, e diz que só veio aqui para tratar disso ou daquilo, quando é que nos teremos o presidente da Republica aqui conosco outra vez para tratar de problemas. Nossos problemas não são só as enchentes não. Temos problemas muito mais sérios aqui no estado, e que entendo que nos perdemos o momento, então perdeu o governador, e perdeu a bancada a oportunidade de discutir os nossos problemas com a presidente Dilma.

Carlos Araújo – Já encaminhando para o fim da nossa entrevista, gostaria de saber como está a questão das composições nos partidos, quais partidos estão somando hoje com o seu projeto?

Expedito Júnior – Definidos nós já temos PSDB, com o PSD, PSDC, PEN, PHS, PTdoB, PMN, PTC, PRB e quase definido o DEM. Estamos conversando com PSC do Agnaldo e, um pouco mais distante, com o PV e PRP.

Carlos Araújo – Qual é o critério, por exemplo, para montagem das nominatas?

Expedito Júnior Primeiro a gente discute a questão da nominata estadual, depois que você construir isso, que é complicado, porque cada um pensa no seu umbigo. Depois partimos para o segundo momento que é a nominata para deputado federal. Aí temos nomes como a Mariana Carvalho, o Expedito Neto, o Hermínio Coelho, o Carlão Delegado. Nessa construção nós temos ainda a Vera Paixão, do município de Vilhena. Isso só falando do PSDB e PSD, e ainda tem o Edgar do Boi, que é do PSDC. Ainda dependendo das conversas podemos ter o Bianco, do DEM, o Agnaldo Muniz, do PSC.

Carlos Araújo – O senhor já tem o PSD como um parceiro preferencial do PSDB nesta eleição?.

Expedito JúniorSim, até porque essa conversa com o PSD já vem de muito tempo. Desde a eleição municipal de Porto Velho. Quando o ex-vereador Guilherme Erse foi o vice da Mariana Carvalho.

Carlos Araújo – Que lugar terá, no seu palanque, o deputado Hermínio Coelho que, sendo do PSD, tem feito criticas e até acusações contra a sua pessoa?

Expedito Júnior – O Hermínio é conhecido pelo seu palavreado exacerbado, mas eu respeito isso dele. Eu nunca fiz ataques contra ele. Por mim, não há problema algum, e se houver da parte dele, ele terá que se entender com o partido dele. Mas a vaga dele ele tem, é claro. Até por uma questão de respeito que temos com o Moreira, que sempre fala da vaga para ele. Basta consolidar isso, e isso iremos consolidar nas conversões que irão acontecer nos próximos 30 dias. Olha e eu fico muito feliz com essa aliança com o PSD, com o Moreira Mendes sendo nosso provável candidato ao senado. O Moreira Mendes é um camarada que todo mundo se lembra quando ele foi senador da republica e de sua luta pela aprovação da medida provisória 2166. Trabalho que ficou marcado aqui no estado de Rondônia, porque ele resolveu essa questão da 2166, que legalizou e regularizou nossos problemas fundiários. E ele é um político responsável, organizado, principalmente na questão da cadeia produtiva onde ele trabalha muito, e eu espero que dê certo esse projeto, porque quem vai ganhar com isso é o estado de Rondônia.

Carlos Araújo – Mas, o Moreira Mendes não está com a ficha suja?

Expedito JúniorEu não conheço o processo do Moreira, mas espero, e ele está muito confiante, que irá resolver e vai ter a sua candidatura definida pela Justiça Eleitoral, para podermos realizar nossos futuros projetos. O deputado Neodi Carlos, será nosso candidato a vice-governador e o Moreira Mendes candidato ao Senado. É o que já temos em vista.

Carlos Araújo – No caso do Moreira ficar impossibilitado de disputar?

Expedito Júnior – A indicação é do PSD.

Carlos Araújo – Poderia ser o Hermínio, então?

Expedito Júnior – Poderia.

Carlos Araújo – O senhor falou, no inicio da entrevista, da sua preferência por uma candidatura do deputado Neodi Carlos ao governo do estado lá em 2010. Agora em 2014 o senhor o escolhe para ser seu candidato a vice, isso tem alguma coisa a ver com a possibilidade de você não conseguir o registro na Justiça, e ele vir a te substituir como cabeça de chapa?

Expedito Júnior – Não Carlinhos, porque nos temos certeza hoje do registro da nossa candidatura. Mas, caso viesse uma candidatura com o Neodi pilotando ao governo e nós apoiando, eu entraria de cabeça. Eu acredito e confio na pessoa do Neodi, ele é um político serio, um político correto. Foi duas vezes prefeito de Machadinho, foi presidente da Assembleia, três mandatos de deputado estadual, ele é um político exemplar. Então eu não teria dificuldade nenhuma de caminhar com o Neodi. Se acaso desde 2010, como eu disse a você, ele viesse pilotando a candidatura majoritária.

Carlos Araújo – Quem caberia em seu palanque, no caso de um segundo turno?

Expedito JúniorTodos aqueles que querem o melhor para Rondônia, e que venham para esse projeto. Aqui não se negocia cargo, não estamos loteando cargos, porque nós vimos que esse governo fez isso e não deu certo. Seria burrice fazer de novo esse loteamento de cargos. Aqueles partidos que querem debater e ajudar o Estado sem interesse desse tipo, venham porque nós estamos de braços abertos para acolhê-los.

Carlos Araújo – E quem não caberia em seu palanque?

Expedito Júnior – O PT, por causa do projeto nacional, e o PMDB. Porque o PMDB já esta decidido que vai apoiar a Dilma, não tem como se juntar é como querer juntar PT com PP.

Carlos Araújo – E, para finalizar, qual a mensagem de Expedito Júnior para povo de Rondônia?

Expedito Júnior: É a de tranqüilizar a população de Rondônia, principalmente nessa política suja que fazem os nossos opositores, dizendo que não registraremos a candidatura. Fiquem tranqüilos, porque esse não é o momento de registrar a candidatura. O momento será só em julho quando o TRE decidirá sobre as candidaturas. E, caso o TRE não registre nossa candidatura, eu não tenho dúvida que vou buscar esse registro no TSE, em Brasília. Vou respeitar qualquer decisão da Justiça, e peço a população que fique tranqüila, porque nós teremos o nosso registro.

Carlos Araújo – Obrigado pela entrevista…

Expedito Júnior: Eu é que agradeço.

Tudorondonia

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