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Em resposta a Trump, Starbucks diz que contratará 10 mil refugiados

A medida despertou críticas em todo o mundo, revolta de ativistas de direitos civis e questionamentos legais.

O presidente da rede de cafés Starbucks, Howard Schultz, disse que contratará 10 mil refugiados ao longo de cinco anos em 75 países. A declaração, feita neste domingo (29), acontece após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, barrar a entrada de refugiados de sete países de maioria muçulmana.

Schultz também disse que caso a reforma de saúde aprovada pelo ex­presente Barack Obama, conhecida como “Obamacare”, seja revogada, os funcionários da rede que perderem a cobertura poderão ser readmitidos no plano de saúde da companhia, e reafirmou seu compromisso de comércio com o México.

Desmontar o Obamacare e impor tarifas sobre importações do México para financiar um muro na fronteira entre os dois países foram algumas das medidas anunciadas pela Casa Branca na última semana.

Por meio de uma ordem executiva, Trump instituiu um congelamento de quatro meses autorizações de entrada de refugiados nos EUA e impediu a entrada de viajantes da Síria e outros seus países, sob a justificativa de proteger o país contra ataques terroristas.

Em uma carta, Shultz disse aos empregados da Starbucks que ele iria fazer tudo o possível para apoiar os funcionários afetados.

Os esforços de contratações anunciados começariam nos Estados Unidos por indivíduos de vários países que serviram no exército americano como intérpretes e equipe de apoio.

O executivo tem falado sem rodeios sobre diversas questões, atraindo as atenções para a Starbucks. Ele já pediu a clientes para não levarem armas para as lojas da rede e pressionou por um debate sobre relações raciais.

Ele deixará o cargo em alguns meses para focar­se em novas cafeterias de alto padrão. O posto será ocupado em abril pelo executivo Kevin Johnson.

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