Em situação precária, IML de Ariquemes para de funcionar

Nos casos de homicídio, suicídio ou acidente, os corpos serão transferidos para o instituto de Porto Velho.

O Instituto Médico Legal (IML) do município de Ariquemes está sem médico legista para fazer exames de necropsia em cadáveres da região do Vale do Jamari. Além disso, o prédio está em condições precárias, sem limpeza ou manutenção, de acordo com uma denúncia feita pelo Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) nesta quarta-feira (11). Para não deixar de atender a demanda, os exames passarão a ser feitos em Porto Velho e Jaru.

Segundo o Conselho, o IML deveria possuir uma equipe de, pelo menos, doze servidores, entre técnicos em necropsia e peritos médicos-legistas, porém não é o que ocorre. Servidores do local relatam que as “más condições de trabalho, falta de estrutura e de equipe contribuiu para que a situação chegasse a este ponto”.

“O local não oferece estrutura nenhuma para os profissionais. Isso tem interferido diretamente na própria saúde dos médicos. Dos quatro peritos que estavam na escala, um entrou de férias e outros dois já estavam afastados por problemas de saúde. O último médico legista que estava atuando sozinho, também não suportou a carga de trabalho e más condições e pediu afastamento”, disse o presidente do conselho, doutor Cleiton Bach.

Outro problema que vem se agravando é a estrutura precária do prédio do IML em Ariquemes. Segundo o conselho médico, além de não haver salas adequadas e suficientes para atendimento, os servidores lidam com a falta de limpeza e de água para consumo e estão tendo que realizar as autópsias em uma varanda onde não possui iluminação, impedindo que o exame nos corpos seja realizado a noite e sem qualquer serviço de limpeza adequado. Por não haver cobertura, os funcionários também são obrigados a interromper os exames em caso de chuva.

De acordo com a denúncia do conselho, nos casos de homicídio, suicídio ou acidente, os corpos serão transferidos para o instituto de Porto Velho, o que causaria sobrecarga nos atendimentos locais e maior demora na liberação dos cadáveres.

 

Fonte: Rondoniagora

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