Em um mês de operações no RJ, forças armadas só encontraram 14 armas

Apenas pistolas e revólveres; nenhum fuzil ou granada

O jornal O Globo destaca em sua edição desta terça-feira que desde a chegada das tropas federais ao estado do Rio, as três megaoperações realizadas com apoio das Forças Armadas e da Força Nacional – no Complexo do Lins, em Niterói e, nesta segunda-feira, em oito comunidades da Zona Norte do Rio – já mobilizaram cerca de 15 mil agentes de segurança. No entanto, a quantidade de drogas e, principalmente, de armas apreendidas está longe do que se poderia esperar para ações que mobilizaram efetivos tão expressivos.

Apesar das 73 prisões efetuadas até o momento -16 em Niterói, 14 no Complexo do Lins e 43 nas comunidades do Jacarezinho, Alemão, Manguinhos, Mandela, Bandeira 2, Parque Arará, Mangueira, além do condomínio no Bairro Carioca, na Zona Norte – nenhuma delas envolve grandes chefes do crime organizado no estado. Em relação às drogas, foram apreendidos, nas três operações, 314 quilos de maconha, sendo 300 deles nesta quinta-feira, 14 quilos de cocaína e 1,5 quilo de haxixe.

Contudo, é na baixa quantidade de armas recuperadas pelas forças de segurança que está o número mais alarmante: nas três operações, apenas 14 armas foram apreendidas, sendo 12 pistolas, um revólver e 1 espingarda calibre 12, além de munições e granadas. No entanto, armamentos pesados, como fuzis e metralhadoras, ainda não não foram encontrados nas comunidades pelas forças de segurança.

Nesta segunda-feira, o soldado do Exército Matheus Ferreira Lopes, de 19 anos, foi preso, acusado de vazar informações sobre a operação das Forças Armadas. Segundo o porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), coronel Roberto Itamar Plum, o exército agora investiga se há, além de Matheus, outras fontes de vazmento de informações sobre as operações das forças de segurança contra o crime organizado.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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