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Endividamento de Porto Velho sobe ao nível mais alto em doze meses

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A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor  das famílias de Porto Velho (Peic) indicador mensal elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em conjunto com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-FECOMÉRCIO/RO mostra que o percentual de famílias brasileiras que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro subiu de 63,4%, em março, para 69,4%, em abril., um crescimento da ordem de 9,5%, o que representa não somente o recorde de endividamento no ano, bem como o maior patamar de endividamento nos últimos doze meses.

O Departamento Econômico da FECOMÉRCIO/RO não tem dúvidas em atribuir o resultado aos imensos prejuízos causados pela cheia do Madeira, de vez que, antes o comportamento das famílias revelam cautela diante dos problemas econômicos do país e da diminuição relativa do crescimento econômico estadual. Uma prova evidente de que o acidente tem uma grande participação é apontada pelo presidente da entidade, Raniery Araujo Coelho, que afirmou “Como se pode observar enquanto o endividamento subiu muito no mês o mesmo não se verifica em relação às contas em atraso que caíram em -2,6% e com relação às famílias que não terão condições de pagar suas contas acentuadamente -42,3%, chegando ao seu menor nível”. Esta razão leva Raniery Coelho a advogar uma ação rápida do Governo Federal, via bancos oficiais, oferecendo linhas de crédito que possam levar a uma rápida recuperação da economia estadual.

 

Endividamento e Inadimplência de Porto Velho

Síntese dos resultados Fevereiro/Março/Abril 2014 (Em %)

MESES Fevereiro  Fevereiro Março Var %
Total de Endividados  62,9    63,      69,4      9,5
Dívidas ou contas em atraso  12,5    11,5      11,2    -2,6
Não terão condições de pagar    4,0     2,6       1,5  -42,3

 

O tempo médio com pagamento em atraso em Porto Velho que foi de 63 dias, em março, baixou para 53 dias e o tempo médio de comprometimento com dívidas se situava em 6,4 meses passou a ser, em abril, de 7,2 meses.  Entre as famílias em atraso predominam agora as contas com atraso até 30 dias, que são 41,4%, seguida das com atraso acima de 90 dias que são 39,6%. Em seguida vem as famílias que tem dívidas entre 30 e 90 dias representam 18,1%. Só 0,8% não sabe ou não respondeu. O nível de renda das famílias com comprometimento de até 11% a 50% da renda aparece como o mais alto com 59,4%, seguido dos com um comprometimento acima de 505 da renda que são 26,6% e 13,3% tem comprometido de até 10% da renda.

A pesquisa mostra que, em abril, os cartões de crédito dispararam como a maior fonte de endividamento das famílias, com 66,0% das famílias com dívidas derivadas deles. Depois surge o endividamento com os carnês (31,3%) e financiamento de veículos com 22,6%, ainda merecem menção o crédito pessoal (10,0% e o crédito consignado (9,5%). Uma análise do Departamento Econômico é a de que com o crédito mais difícil, até pela negativação de muitos dos possíveis tomadores, e mais caro o resultado embora alto não se encontra fora das expectativas e, sob o aspecto de retomada dos negócios, é mais animador do que possa parecer mesmo com o endividamento subindo pelo terceiro mês consecutivo.

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