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Equipe do “Porta dos Fundos” mostra lado dramático em “Entre Abelhas”

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Famosos pelos vídeos cômicos, os integrantes do grupo querem mostrar versatilidade com filme que estreia em 30 abril

Famosos pelos vídeos cômicos que começaram na internet e chegaram à televisão, os integrantes do grupo Porta dos Fundos querem mostrar versatilidade com “Entre Abelhas”, filme que estreia em 30 abril.

No longa, Fábio Porchat interpreta Bruno, um jovem solitário que acaba de se separar da mulher e, de repente, começa a deixar de enxergar as pessoas que estão ao seu redor.

Porchat divide a produção e o roteiro com o diretor Ian SBF, que faz sua estreia no cinema. Os dois idealizaram o projeto há quase dez anos e chamaram mais três integrantes do Porta dos Fundos para o elenco: Marcos Veras, Luis Lobianco e Letícia Lima (cuja saída do grupo foi anunciada em janeiro).

“O filme é uma tragicomédia ou uma ‘dramédia’”, definiu o diretor, em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (13) em São Paulo. “Não é exatamente uma comédia, mas tem elementos de humor.”

A história de Bruno, segundo os realizadores, é uma versão extremada da falta de comunicação e contato humano da atualidade. “Quantas pessoas passam e a gente não olha, não cumprimenta? O cara pede dinheiro na rua e você não olha, a sua avó liga e você não atende”, exemplificou Porchat.

“O filme fala sobre essa invisibilidade visível. Num mundo de celulares e tablets, cada vez mais você vai se fechando no seu mundo. Mas na verdade nós precisamos das pessoas e isto é o legal de viver em sociedade”, completou.

Para Lobianco, “Entre Abelhas” mostra que o Porta dos Fundos, conhecido pelo humor, também pode tratar de temas como depressão e solidão.

“O filme afirma que esse grupo quer oferecer de tudo um pouco”, afirmou. “Vamos fazer cinema, séries, vídeos, não dando exatamente o que o público deseja, mas surpreendendo. Esta é a grande magia do Porta.”

O clima de trabalho entre amigos, segundo a equipe, foi um facilitador. No caso de Ian e Porchat, a amizade já dura cerca de doze anos, e os dois trabalharam juntos em cerca de dez tratamentos do roteiro.  No set, a parceria funcionou. “Ele conseguia falar comigo sem nem falar”, disse o ator.

As referências da dupla foram filmes que chamaram de “esquisitos”, como “Mais Estranho que a Ficção”, de Marc Foster; “Ela”, de Spike Jonze; e “Amor Para Sempre”, de Roger Mitchell.

A escolha do título foi uma das mais difíceis do projeto, e faz referência às notícias de que várias espécies de abelhas estão desaparecendo, como as pessoas que Bruno não vê no filme.

“Ficamos procurando o nome até semana passada”, brincou Porchat, admitindo que “Entre Abelhas” pode ser enigmático demais para o público. “Mas gosto quando a gente entende o título quando vê o filme”, afirmou, para depois brincar com uma repórter: “Se você tiver um título bom até 30 de abril, avisa a gente.”

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