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Era o que faltava, Rondônia já tem skinheads que “resolvem as coisas com pouca conversa”

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Na esteira do fascismo que vem tomando conta do país, um grupo auto-intitulado Anti Antifa Rondônia se declara “Nacionalista!” e que “em Conversas Chegamos No consenso de que Odiamos Filhinhos de Papai Com Moicano Que Chama Policiais e Militares de Fascistas”. A comunidade no Facebook conta com 39 curtidas e diversos vídeos de brigas, atos de vandalismo e já tem alguns comentários de skinheads “autênticos” que discordam da comunidade.

Um deles afirmou em sua postagem que “aqui, só tem 4 skinhead 2 trads e 2 sharps, parem de difamar a cultura skinhead, n destruam nossa imagem c ideiais inúteis e patéticos, quem defende doutrinas de direita, jamais defenderá a luta do proletário, vcs sujam nosso visual, nosso som, nossas ideias e toda nossa história, hipócritas!!!”.  E um outro rebateu, “bando de frango chupador do hitler, que por sinal são latino americanos. Que bando de comédia”.

De acordo com a Wikipédia, “Skinhead (traduzido do inglês, “cabeça rapada”) é uma subcultura originária dos jovens da classe operária no Reino Unido no final dos anos 1960 e, mais tarde, espalhada para o resto do mundo. Chamados desta forma devido ao corte de cabelo, os primeiros skinheads se originaram dos mods britânicos, e foram fortemente influenciados pelos rude boys jamaicanos que imigraram para a Inglaterra nessa época, em termos de moda, música e estilo de vida”.

A subcultura skinhead era originalmente baseada nestes elementos, e não na política nem em questões raciais. No final dos anos 1970, entretanto, a raça e a política viraram fatores determinantes, gerando divergências e divisões entre os skinheads. O espectro político dentro da cena skinhead abrange da extrema-direita à extrema-esquerda, apesar de muitos skinheads serem apolíticos.

A moda skinhead apresenta um estilo particular de se vestir (que costuma incluir botas e/ou suspensórios), o culto à virilidade, ao futebol e ao hábito de beber cerveja. A cultura skinhead é também ligada à música, especialmente ska, skinhead reggae e streetpunk/oi!, mas também punk rock e hardcore punk.

S.H.A.R.P (abreviatura de Skinheads Against Racial Prejudice, em português: skinheads contra o preconceito racial) é uma organização antirracista que não está envolvida com partidos e organizações políticas, formada por skinheads. Os SHARPs, em seu início nos Estados Unidos, eram patriotas, pregavam a distância da cultura skinhead dos partidos e organizações políticas, fossem elas de direita ou de esquerda, e pregavam uma atitude positivamente antirracista, numa demonstração de coerência, já que, sem o ska e os rude boys jamaicanos, o movimento skinhead jamais teria existido. Estão mais voltados para o lado de seu convívio social no dia a dia, que inclui não somente estereótipos como punk ou skinhead, mas também uma unidade social e urbana. Hoje em dia, no mundo, pode se notar que a SHARP se aproximou da política, além do antirracismo, e podemos perceber grupos seus em manifestações anti-homofobia e atuando ao lado da R.A.S.H.

No Brasil – Surgido no início dos anos 1980, como uma dissidência do movimento punk na zona leste de São Paulo e no ABC paulista. Inicialmente sem nenhuma informação e ligação com a cultura skinhead do final dos anos 1960 e início dos anos 1970, foram influenciados pelo punk oi! que existia na Inglaterra dos anos 1980.

A proposta original era um retorno às origens do movimento punk paulista, aliada à uma ideologia baseada na violência e no vandalismo, no patriotismo, no antirracismo, no antimilitarismo, contra os políticos e seus partidos, contra a polícia, contra a igreja. Com o passar do tempo, foram se desvinculando dessa proposta original e adquiriram um caráter conservador, que levou a se posicionar e promover ações contra esquerdistas, diferentes tribos urbanas (em especial àquelas ligadas ao pensamento de esquerda), preserva os direitos da família contra , drogados, racismo e homossexuais..

As principais gangues e a maioria dos indivíduos são antirracistas, uma vez que defendem a tese de que a identidade e raça original da população brasileira é a miscigenação de todas as raças, mas existem carecas indiferentes ou simpatizantes de ideais nazifascistas e racistas, em especial nas regiões Sul e Sudeste do país, onde há um movimento de independência de caráter muitas vezes branco-separatista.

Atualmente, sua postura ideológica é fundamentada, numa mistura de nacionalismo, homofobia, racismo, anticomunismo, antianarquismo e antidrogas. Sua postura ideológica é confusa e cheia de contradições. Além de bandas do estilo musical punk oi! (não envolvidas com ideologias racistas), ouvem bandas internacionais ligadas à ideologia white power, cujo estilo musical é denominado de RAC (envolvidas em países europeus e norte-americanos com ideologias racistas) e as bandas de carecas brasileiros se autorrotulam dentro desse estilo. Sua postura antidrogados entra em contradição com o problema do alcoolismo dentro do movimento careca.

As gangues paulistas Carecas do Subúrbio e sua dissidência, Carecas do ABC, se tornaram famosas na cultura popular devido a episódios de violência amplamente divulgados pela mídia.

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