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Escândalo na VIVO gerou desligamento de empresas e novo “código de ética”

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Cris Duclos, ex- diretora de marketing da empresa pode ter desviado R$ 27 milhões em contratos superfaturados

O bolo é grande, é a 8ª maior verba de publicidade do país, girando em torno de R$ 1,3 bilhão e estava à cargo da publicitária Cris Duclos, de 2008 até junho deste ano, o comando de toda essa bolada. Esta semana, PAINEL POLÍTICO repercutiu nota do blog O Antagonista que denunciou uma postagem feita pelo jornalista Fernando Rodrigues, do Portal UOL, que teria sido apagada, informando que a saída de Cris era em função de superfaturamento na produção de filmes publicitários da empresa.

O caso, de fato parece ter sido abafado. Em parte. Fernando Rodrigues repostou as informações, mas timidamente. E não falou mais sobre o assunto. PAINEL POLÍTICO fez um levantamento e descobriu que a VIVO criou recentemente a vice-presidência executiva de Receitas, comandando o Marketing, Vendas, Inovação e Estratégia Digital e trouxe de volta o VP Christian Gebara.

Matéria do jornal “Valor Econômico,” citada pela revista “IstoÉ Dinheiro”, trata o assunto como auditoria  Fala em novo código de ética na contratação de fornecedores e descredenciamento de prestadores de serviços.

A reportagem evita palavras como “superfaturamentos” e “desvios” e trata do caso como uma simples auditoria. A matéria assinada por Adriana Mattos, deixa nas entrelinhas o caso logo no subtítulo “matriz investiga subsidiária que no primeiro trimestre investiu R$ 220 milhões em publicidade”.  No corpo, a reportagem informa que esse valor é 8,4% superior ao ano anterior.

Se confirmados os desvios, a VIVO entra no rol das empresas brasileiras envolvidas em corrupção. E do pior tipo, a que envolve empresas privadas, àquelas que em tese, são imunes a essas falcatruas.

Entenda o caso

Ricardo Chester é marido de Cris Duclos
Ricardo Chester é marido de Cris Duclos

Em 13 de junho foi demitida da Vivo a  diretora de marketing Cris Duclos. O motivo foi um rombo de R$ 27 milhões. A diretora usava três das agências de publicidade que atendiam a Vivo (hoje são DPZ, Africa, DM9DDB e Young & Rubicam) para superfaturar produções de filmes publicitários e repassar propina de volta para ela. Mais: ela fez uma acordo com a agência Africa (de Nizan Guanaes) para contratar seu marido, Ricardo Chester, que também recebia propina na forma de um salário milionário, muito acima da média da equipe.

Mas a história fica melhor agora: no sábado o jornalista Fernando Rodrigues (UOL/Folha) twittou esta notícia. E no fim do dia, APAGOU os tweets. A especulação é de que a Folha e o UOL cederam à pressão tanto da Vivo quanto de Nizan Guanaes (que está no centro do escândalo) e censuraram o jornalista.

E segue: o jornal Valor iria publicar hoje uma notícia longa sobre isso, mas Nizan a abafou. Mais ainda: são investigadas notícias de que a agência usava o dinheiro superfaturado para pagar o aluguel de uma mansão para Cris Duclos no condomínio Quinta da Baronesa, em Itu.

Postagem de Fernando Rodrigues:

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