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Escola Manaus é a primeira de Porto Velho a ter a administração militar implantada

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A administração militar foi implantada na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Manaus, localizada no Bairro Roque, em Porto Velho, nesta semana. A instituição agora se chamará Colégio Tiradentes da Polícia Militar VII e é a primeira da capital a passar pela mudança prevista no decreto do Governo do Estado, que estabelece a gestão militar em algumas escolas.

A unidade escolar possui hoje 523 alunos matriculados nos períodos da manhã, tarde e noite. O capitão do Corpo de Bombeiros, Sued Rocha, é o atual diretor da escola e afirma que será uma gestão participativa incluindo a Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

A nova direção escolar entrou em vigor na última segunda-feira (31) e o colégio já passa por mudanças. “Na entrada de todos os turnos, os alunos cantam o hino de Porto Velho, da escola e o nacional. Fora isso, nós vamos ter algumas outras atividades, como a ordem unida, que é o treinamento do pé firme, que é o descansar e o sentido, e isso pode até ser usado para o desfile de Sete de Setembro”, explicou Rocha.

A direção é militar, mas a vice-direção e o corpo docente da escola continua sendo de responsabilidade da Seduc. “Temos hoje 29 servidores, sendo que 20 são professores. Já em relação a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesdec), o apoio será apenas administrativo, como a questão do mobiliário e os militares que serão lotados aqui. Essa é a gestão participativa, onde cada um entra com aquilo que lhe compete”, esclareceu o capitão.

Capitão do Corpo de Bombeiros Sued Rocha assumiu a direção da Escola Manaus, agora CTPM VII (Foto: Hosana Morais/G1)

Propostas

Além de atos cívicos que foram implantados, o diretor pretender realizar parcerias para melhorar a qualidade de ensino dos alunos.

“Teremos atividades extracurriculares de técnicas policiais, observação e defesa pessoal. Pretendemos conseguir apoio para garantir bolsas de cursos profissionalizantes, para que possamos ofertar aos alunos que se destacarem, como uma forma de reconhecimento. Queremos implantar ainda um projeto social de taekwondo”, disse Rocha.

O diretor comentou ainda que pretende firmar parcerias para o ano que vem.”Para 2018, nós vamos buscar com o governo dos Estados Unidos da América (EUA), com o Canadá, ou outro país que ofereçam bolsas de intercâmbios para ofertarmos aos alunos. Queremos ainda modernizar a escola, com laboratório de informática e tudo que possa melhorar o ensino” enfatizou.

Segundo Rocha, o objetivo da administração militar é melhorar a qualidade de ensino. “Todo esse trabalho visa trazer o quê? Proporcionar aos alunos uma melhor educação”, ressaltou.

Parceria

Ao G1, a diretora geral de educação da Seduc, Maria Angélica Ayres, explicou sobre a implantação da administração militar nas escolas, que tem como referência o Colégio Tiradentes da Polícia Militar II (CTPM II) de Jaci-Paraná, implantado há cerca de três anos.

“Na verdade, essa parceria já existe há muitos anos. Nós estamos fazendo uma expansão, até porque nós temos como referência a unidade de Jaci-Paraná que apresentou resultados. Vemos que a comunidade está satisfeita e constatamos ainda que várias situações referentes a vulnerabilidade foram minimizadas a partir da implantação da administração militar. Lá, é o nosso espelho para as demais unidades implantadas em todo o estado”, explicou Angélica.

Próxima escola

Além da Escola Manaus, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Capitão Cláudio Manoel da Costa também terá administração militar a partir do ano letivo de 2018, segundo Sued Rocha. A diretora será a tenente da Polícia Militar, Cleíssa Pontes.

A tenente da PM, Cleíssa Pontes, assuimirá a direção da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Capitão Cláudio Manoel Costa (Foto: Hosana Morais/G1)

“Nós tivemos um conhecimento prévio no curso de formação de soldados da PM, eu sei que é muito diferente, pois nós não estamos lidando com militares, serão alunos que vão ter uma hierarquia disciplinada, mas que não serão tratados como militares. A direção deve ser assumida entre dezembro a janeiro, com todas as matrículas já feitas, para que possamos conversar com cada pai”, disse a tenente.

Fonte: g1/ro
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